quarta-feira, 31 de março de 2010

DEPOIS DA SEMANA SANTA, QUE VENHA NOSSA SENHORA DA PENHA

Nossa Senhora da Penha, Do cume espanhol escarpado, Que a sua proteção me tenha! E perdoa-me o pecado! Penha que milagres fez, Que muitos devotos salvou, Em Portugal, sua fé ampliou, E as pragas, espantou de vez! Nossa Senhora da Penha, No Brasil, chega em Vila Velha, E na mata e morro se embrenha, É pura fé que se espelha. Vem a Penha de Irajá!, No Rio, é fé bem à tona!, Mas lugar bom para se orar, É mesmo a Penha de Atafona! Andre Pinto 18/04/09
O SANJOANENSE ANDRE PINTO, QUE É GUIA EM TURISMO CADASTRADO NA TURISRIO, ANO PASSADO FEZ, POR CONTA PRÓPRIA, O TURISMO RELIGIOSO DE NOSSA SENHORA DA PENHA NA EUROPA E COLOCA EM SEU BLOG ALGUMAS IMAGENS DA AVENTURA DE FÉ, SACRIFÍCIO E AGRADECIMENTO. Depois de ter conhecido a histórica Igreja de Nossa Senhora da Penha de Lisboa, que foi construída por ordem do Rei D. Sebastião, Andre Pinto conheceu o Santuário da Penha de Guimarães que é um local de peregrinos do mundo todo, com hospedagem no local, e em seguida rumou para a quente meseta espanhola, um planalto cheio de criações de touros de arenas e muitas árvores de oliveiras a fim de conhecer o Santuário da Peña de Francia, onde toda a história da santa milagrosa começou, a Nossa Senhora da Peña de Francia. Veja algumas fotos abaixo e tire suas conclusões:
Foto: Andre Pinto na Igreja de Nossa Senhora da Penha de Lisboa, mandada ser construída pelo Rei D. Sebastião e que sofreu muitas avarias em terremotos no passado mas foi reerguida pelos fiéis e governo português.
Foto: Andre Pinto na entrada da Igreja de Nossa Senhora da Penha de Lisboa (em reformas), que segundo conta o povo português, o milagre da santa livrou da morte, toda a cidade ameaçada por peste bubônica.
Foto: Santuário de Nossa Senhora da Penha de Guimarães - Portugal. É o segundo maior santuário de Nossa Senhora da Penha na Europa e do mundo. O local é mágico! Foto: Andre Pinto no 2º Maior Santuário da Nossa Senhora da Penha na Europa, em Guimarães, Portugal.
Foto: Andre Pinto no 1º maior Santuário de Nossa Senhora da Peña de Francia na Europa, na Província de Castylla de Leon, na Serra de Francia , na Espanha. Nesta foto Andre está na gruta onde "Simão Vela" encontrou a imagem da Santa, depois de procurá-la por longos 5 anos. É uma energia fenomenal! (clique na foto e veja ampliada a imagem da santa e do Simão Vela).
Foto: Andre Pinto sai da estreita e íngreme gruta que deu origem a história de Nossa Senhora da Penha em todo o mundo, na Serra de Francia, na Espanha. Muita emoção e sacrifício!
Foto: Andre Pinto na Basílica de Nossa Senhora de Peña de Francia- Espanha, onde agradece as graças recebidas pela cura de seu grave acidente de carro ocorrido em 2007 na BR 101 (Rodovia da Morte).
Foto: Nossa Senhora da Peña de Francia, na Espanha. Crédito desta bela foto: Luiz Alberto Pinto, meu irmão.

SÓ PARA LEMBRAR...

No mês de abril , nasceram pessoas ilustres de nossa terra no ramo da literatura e que devem estar nos céus escrevendo suas memoráveis poesias: Narcisa Amália - 03 de abril João Oscar - 06 de abril

CONSELHOS MUNICIPAIS DE MEIO AMBIENTE E CULTURA VOLTAM COM TODO GÁS PARA O EXERCÍCIO DE 2010

Os Conselhos Municipais de Meio Ambiente e Cultura, nesta segunda e quarta-feiras reativaram os seus trabalhos junto aos seus conselheiros titulares e suplentes. O Conselho de Meio Ambiente já havia realizado a sua Conferência no verão com eleição de nova diretoria e agora quem fará a Conferência e eleição é a Cultura. A data está em análise, mas deverá ser em meados de maio.

LHC - ESTÃO QUERENDO SE COMPARAR AO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO?

Foto: Acelerador de partículas. Há riscos para a humanidade?
Cientistas anunciaram ter conseguido nesta terça-feira (30) às 8h06 (hora de Brasília), pela primeira vez, a colisão de feixes de prótons no acelerador gigante de partículas LHC. “Muitas pessoas esperaram muito tempo por este momento, mas sua paciência e dedicação está começando a render dividendos", comemorou Rolf Heuer, diretor-geral da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês, a instituição responsável pelo LHC). Fonte: Do site www.g1.globo.com

terça-feira, 30 de março de 2010

FRASES INESQUECÍVEIS DE MR. NICOLAS YOU E SUA ESPOSA QUANDO DE SUA VISITAÇÃO À SÃO JOÃO DA BARRA

"São João da Barra está de parabéns por valorizar o resgate de sua cultura!"
(Mr. You). "A História contada por vocês, dos índios Goytacazes nessa região, foi extraordinária" (Frase dita em Inglês, por Mr. You ao Guia em Turismo, Andre Pinto, quando retornou do passeio da "Barca da Ciência" e caminhava para a Cooperativa Arte-Peixe em Atafona"). " Preferi ficar pegando a maravilhosa praia e ver as belezas de São João da Barra, do que ter ido com meu marido, nesta linda manhã, ao Porto do Açu" (Frase dita por Miss Paola You, dentro da Van, para o grupo que a acompanhava com o marido para o almoço) "O Conhaque de Alcatrão de São João da Barra realmente deve ser milagroso!" (Frase dita por Mr. You ao Guia em Turismo Andre Pinto, dentro do ônibus de turismo com destino ao Porto do Açu,depois que o guia contou a história do Conhaque do Milagre). "É muito importante a preservação da Lagoa do Salgado - que é um patrimônio Mundial - e também do lagarto-do-rabo-verde, do cágado de Hogei, dos aquíferos de água potável aqui existentes e da criação do parque de restinga. É um grande desafio!" (Frase dita por Mr. You, quando analisava o mapa de macrozoneamento de São João da Barra, e recebia as informações da Prefeita, passando por dentro da restinga da Caroara, no mesmo carro com os intérpretes Marcos Faustini e Andre Pinto). "Que tipo de cidade você quer construir para o futuro? Uma cidade para os carros ou para os pedestres?" (Resposta dada por Mr. You, na coletiva de imprensa do Auditório Municipal Sarur Dauaire à um jornalista da Rádio Continental de Campos dos Goytacazes, que indagou dos problemas de ruas estreitas em S.J. da Barra).

RELATOS DE FENÔMENOS NÃO IDENTIFICADOS SE TORNAM MAIS CONTUNDENTES NA REGIÃO DO 5º DISTRITO , EM SÃO JOÃO DA BARRA

Foto ilustrativa retirada do site de busca: Google.
O blog tem divulgado em seu espaço, relatos sobre fenômenos não identificados acontecidos no território sanjoanense e que temchamado a atenção de nossos leitores internautas. O mais recente relato, de uma pessoa que admiro, traduz, com testemunhas, uma suposta aparição de um objeto não identificado nas imediações da curva do Sr. "Zé Barrinha". Vejamos o que o nosso amigo Robinho nos relata com maestria: "Bom dia grande macanudo de ouro!!! Cara, minha noiva falou a respeito desse comentário desse objeto não indentificado e posso te confidenciar o que vi!!! A gente trabalhando na Praia do Açu à noite, marcando postes com as lâmpadas queimadas, ou seja, já feito o referido serviço, vim embora lá por volta das 00:30 da madrugada chegando ali próximo a uma quintandinha na estrada - de quem vai a sentido do Açu - uma bola de fogo avançou a me seguir a cerca de uns 20 m de distância e a uns 4 m de altura mas sem me atacar!!! Ai pensei: será que eu estava maluco ou tendo alucinações mas ao me aproximar da famosa curva de SR. "ZÉ BARRINHA", percebi que a tal bola de fogo continuava a me acompanhar. Aí sim, foi que vi alguns amigos. Tinham umas 5 pessoas entre elas o SR.DANIEL RODRIGUES de AGUA PRETA que também viu a referida bola de fogo. Aí pensei: não estou LOUCO!!! Aí sim, ao vir embora, a referida bola de fogo veio a me acompanhar até a localidade de RUA NOVA. Aí que ela desapareceu dentro das árvores!!! ANDRE, posso te garantir que mal não faz mas também o que é, não sei, mas que é bonita a referida bola de fogo a isso posso te garantir que é !!! GRANDE ABRAÇO ROBINHO TALIMAQ"

segunda-feira, 29 de março de 2010

SOBREVIVENTES DO TERREMOTO DO CHILE SE ESTABELECEM EM SÃO JOÃO DA BARRA PARA O RECOMEÇO DE UMA NOVA VIDA

As consequências ambientais do terremoto e do tsunami de 27 de fevereiro no Chile, segundo as autoridades, deixou 342 mortos e 95 desaparecidos, além de 800 mil desabrigados. O montante de residências destruídas ou com prejuízos estruturais chegam a 260 mil. Os custos públicos e privados chegam a quase US$ 30 bilhões, entre danos à infraestrutura, perda de produto interno bruto, remoção de resíduos e alimentação de emergência. Muitos estão deixando o seu país em busca de auxílio em países vizinhos como o Brasil. Uma dessas sacrificadas famílias, nossos irmãos da América do Sul, abalada pelo Terremoto e Tsunami, está encontrando abrigo e resignação em algum local do município de São João da Barra (preferimos não divulgar o Distrito e nem nomes para se preservar o anonimato). Segundo informações de parentes residentes em S.J. da Barra, esta família necessita de auxílio material, trabalho e talvez ajuda psicológica para superar esta adversidade vivida e tomar fôlego para uma nova vida, um novo recomeço em uma cidade próspera como São João da Barra. Quem tiver alguma oportunidade de trabalho para esta família composta por sete pessoas, entre homens e mulheres, favor deixar um recado neste blog ou no e-mail anlupinto@gmail.com endereçando a proposta à Andre Pinto.

domingo, 28 de março de 2010

WELCOME MR. NICOLAS YOU

FOTO: A Prefeita Carla Machado com o representante da ONU, Nicolas You , no Fórum mundial de Urbanismo, no Rio de Janeiro. Nicolas You está hoje, domingo, em São João da Barra e receberá um guiamento especializado, em inglês, feito por Estevão Silva e Andre Pinto.
UN-HABITAT WELCOME TO SÃO JOÃO DA BARRA, MR. NICOLAS YOU ! WE ARE VERY PROUD TO RECEIVE "YOU" HERE TODAY! THE HISTORY FROM SÃO JOÃO DA BARRA WILL CHANGE FOR BETTER WHITH YOUR COMPANY, SUPPORT AND ATTENTION!!! ENJOY OUR FOLKS, THE RIO PARAÍBA'S DELTA, MANGROOVE, SUNSET AND SUNRISE, OLD'S BUILDING OF OUR CULTURAL PATRIMONY AND TASTE OUR EXCELENT FOOD! PLEASE, COME BACK AGAIN!!! SÃO JOÃO DA BARRA IS THE BEST PLACE IN THE WORLD! THE PARADISE IS HERE! KEEP LOVING SÃO JOÃO DA BARRA !

sábado, 27 de março de 2010

IMPÉRIO DAS RUÍNAS - UM CONTO DE FINAIS DE SEMANA...

IMPÉRIO DAS RUÍNAS *Por Andre Pinto João vivia procurando o que fazer nas areias grossas e escaldantes do Pontal de Atafona. Caminhava rotineiramente às 7 da manhã, indo desde a caixa d`água até o extinto Bar do Evis Presley, sempre buscando inventar "moda". Gostava de uma salsinha da praia - posta bem tonelada - num copo de geleia colombo e aproveitava para espremer um daqueles cajus nativos que os muxuangos traziam do sertão à preços barateiros ou trocava alguma mercadoria achada nas areias da praia por uma fruta dessas, pra lá de suculenta. Tinha que tomar uma diariamente, não tinha jeito. João era um aproveitador da vida, desempregado, não tinha esposa e filhos, sem conta bancária e nem aluguel para pagar, morava num dos muitos quiosques abandonados da praia sanjoanense como se fosse um milionário, proprietário de uma das famosas Ilhas de Angra dos Reis. O sujeito não tinha documentos, não. Era munido apenas por uma certidão de nascimento bastante amarelada e com um certo cheirinho de aguardente - extraída de um cartório de São João da Barra onde o tabelião havia perdido o livro de registros, num bar, o tal livro n.º 21. João era nascido de um ventre de produção independente, chamada "Normândia", moradora lá da Ilha dos olhos azuis, ou a conhecida "Ilha da Convivência" e desde os 12 anos passou a sobreviver sozinho, com o abandono feito por sua mãe, que foi ganhar a vida em modo fácil, para as bandas de Macaé, sob a carona de um barqueiro vindo de Pernambuco. Já adulto, João comia os melhores frutos-do-mar, que geralmente sobravam das embarcações que chegavam do "maragado" ou vinham nos conveses das embarcações dilaceradas por ataques de outras espécies e ou pisoteadas pelos próprios pescadores. Também ganhava peixes que não tinam valor comercial e fazia a festa em sua cabana. Das delícias do mar, João saboreava pedaços de lagostas, pampos, robalos, badejos, sardas, prejerebas, namorado, lulas e camarões, enfim, acabava possuíndo uma condição ímpar de saúde através da nutrição vinda do fundo do oceano atlântico, mas, por outro lado, a pinga maldita o maltratava, assim como o saboroso "rabo-de-galo" que gostava de tomar nos torneios de rinha de galo que acontecia ilegalmente, ou com a permissão e "vista grossa" das "autoridades" sanjoanenses, pelos quatro cantos da terrinha de São João Batista. A choupana de praia de João "Cara de Peixe", apelido dado carinhosamente pelos autóctones do Pontal, era algo excepcional de se ver e quiçá visitar. Mas não entrava qualquer um, não! Apesar de rústica, feita com restos de madeiras vindas das enchentes do Rio Paraíba do Sul, tinha um certo estilo "arquitetônico" de um tal impressionismo funcional - assustava de início, mas funcionava! A choupana do "Cara-de-peixe" era simples de se descrever: tinha cobertura de palha, em dois lances, de coqueiro tirados da Ilha da Convivência, possuía umas claraboias feitas com restos de vidros de cores variadas jogados no lixão da cidade, havia um mesanino com escada toda feita com os calões secos retirados dos manguezais das redondezas. A parte superior era toda enfeitada com rodelas de aninga - uma vegetação pré-histórica encontrada nos rios e que dava abrigo aos jacarés de papo amarelo - que eram penduradas em cipós retirados de umas árvores nativas dos sertões sanjoanenses. O banheiro de João "cara-de-peixe" era, na verdade, uma casaria de uma bateira velha, abandonada por um dos vários estaleiros ainda em operação nos dias atuais na região de Atafona e que são resquícios da tradição de um período aureo da nossa navegação fluvial. A entrada da choupana era cinematográfica. Tinha um velho tapete com pele de boi bem alocado no centro da salinha, conseguido junto à amigos do matadouro municipal, num daqueles serviços extras que João apanhava com unhas e dentes. Passando-se por uma estreita passarela na areia da praia, feita de restos de tijolos maciços "catados" nas marés de lua em Atafona, que foram jogados novamente para terra com a fúria do mar, chegava-se à varanda da dita choupana. Como enfeite de varanda, João "Cara-de-peixe" deu uma de marceneiro curioso e colocou, em cruzamento, dois troncos retorcidos de nozeira que acabavam servido de para-peito para a vista do mar que se estendia ao longe e deu-se a plantar capororocas, cactáceas, bromeliáceas, fazendo do local a sua mais nobre moradia. Não faltavam também, na varanda, restos de redes de pesca pendurados no teto com boias velhas de isopor ou de borrachas (sobras de sandálias havaianas), que davam um toque ainda mais bucólico no conjunto arquitetônico de João. As conchinhas também davam o seu brilho e som quando penduradas e atingidas frontamente pelo forte vento nordeste, abundante em Atafona. No leito sagrado de "Cara-de-peixe" tinha uma cama feita com as tabúas arrancadas e secas à sombra, da Lagoa de Iquipari. A amarração das mesmas era feita com um tipo de cipó que só era encontrado na mata do Caroara - local de muitas cobras venenosas como a própria jararaca-pico-de-jaca ou em pontos onde eram encontrados enormes formigueiros com as robustas formigas cortadeiras chamadas de formigas "Taí". A Água que "Cara-de-peixe" usava era proveniente de uma das tubulações (encanamento) que havia sido destruída pelo avanço do mar em tempos remotos e que a própria companhia de abastecimento de águas nunca foi verificar se estava havendo desperdício.Usava-se a água tão somente para lavar a prataria velha, copos e talheres do João ou para jogar água no vaso sanitário do "Presidente" - nome do vaso sanitário que "Cara-de-peixe" jurava ter conseguido em um brechó de materiais de construção e que era da vivenda demolida em Chapéu do Sol que havia pertencido ao Presidente Nilo Peçanha. O cabra gostava de colecionar ossadas de peixes, cascos de tartarugas que apareciam mortas na Convivência, couro de jacarés-do-papo-amarelo e catava, como culto ao exercício físico, as milhares de conchinhas espalhadas nas areias bicolores (quartzo e monazítica) da praia, que ele fazia colares e pulseiras para uso próprio somente. Não gostava de vender seus apetrechos, mas sim trocá-los ao bom estilo dos índios goytacazes, em tempos remotos. Alguns achavam que João "Cara-de-peixe" era um "hyppie", mas ela não fazia esse tipo. Outros achavam que João "Cara-de-peixe" sabia muita coisa e que fingia ser o que era só para levar uma imagem de "coitadinho" aos outros. De qualquer forma, "Cara-de-peixe" era um sobrevivente do Pontal de Atafona, local onde o poderoso "Nemo" fazia a sua festa com as brincadeiras de tomar as casas dos pescadores com as marolas provenientes de seu reino das profundezas marinhas! O Jorginho, dono do bar Elvis Presley, achava João "Cara-de-peixe" muito misterioso, assim como alguns moradores da famosa "sapolândia", um bairro de pescadores junto à foz. Afirmavam que João tinha algo escondido, enterrado nas areias das dunas e que ele ficava vigiando as marés de ressaca para mudar de local alguma coisa que guardava à sete chaves por debaixo das corcovas quartizosas da praia. Nunca se viu o que João enterrava e escondia naquelas areias dinâmicas de Atafona. João era um sujeito que de frente quase não se via e de lado chegava a cortar o vento nordeste com sua magreza. Não era do tipo raquítico, mas podia se esconder com facilidade por detrás de um daqueles velhos e corroídos postes das vielas de Atafona, sem ser percebido. O sujeito tinha olhos claros, lábios finos, nariz pontiagudo, queixo com furinho no meio (o pessoal de S. J. da Barra fala que é "queixo C... de cachorro) e barba ralada. Ainda tinha uma cicatriz marcante abaixo do queixo por causa de uma queda que teve quando criança ao descer de um "batelão" - uma embarcação típica de foz que era feita do tronco único de uma árvore chamada guanandi, muito abundante em São João da Barra em outros tempos. Levava no antebraço esquerdo uma tatuagem muito mal feita, que tratou de fazer quando era adolescente, usando estupidamente um anzol enferrujado e embebido no óleo quente da castanha de caju retirada da localidade dos cajueiros e Degredo. O desenho era uma estrela do mar e uma âncora por trás. Domingo 28/03... (continuação) Assim nós podíamos descrever o João "Cara-de-peixe". Um largado, no sentido profundo da palavra. Mas Cara-de-peixe não dava mole pra ninguém. Assumia o risco de sua empreitada e andava de nariz em pé sem dar confiança aos outros. Os turistas, assim que deparavam com Cara-de-peixe à frente de sua choupana, sentiam uma espécie de curiosidade em indagar como o cabra conseguia sobreviver num local tão hostil que uma vez ou outra era "engolido" pelo mar. João respondia: - lugar melhor não há, pois aqui ninguém me cobra IPTU e nem luz e água eu pago. SURGE O CALIXTO O nascer do sol visto da varandinha do Cara-de-peixe era uma das alvoradas mais belas que um ser humano podia presenciar. A natureza parecia sorrir para Cara-de-peixe. Podiam-se ver os botos às 5 da manhã pulando no mar de Atafona, as gaivotas de capuz cinza fazendo vôos razantes nas dunas, os trinta-réis saindo dos manguezais com pequenos crustáceos nos bicos, as garças despertando nos galhos suspensos das siribeiras, os espera-marés desenhando riscos nas areias e fazendo a limpeza da praia, enfim , muitos detalhes podiam ser vistos só daquela varandina do Cara-de-peixe. E por falar em bichos, João Cara-de-peixe havia adotado um cãozinho que resolveu dar o nome de "Calixto". Nem João sabe onde arrumou este nome esquisito, mas ouviu alguém falar dele uma vez e o gravou na memória. Calixto era arisco, fiel, comia o que Cara-de-peixe comia, sem cerimônia. Era um cãozinho magro como o dono, porém muito bem tratado pelos sucessivos banhos que tomava no delta e na praia medicinal do Pontal de Atafona, cheia de iodo em suas águas, possuindo um pêlo de dar inveja à cachorro de madame. Foto: O personagem "Calixto" foi inspirado num cão que morou em Atafona ,tendo como seu dono o amigo Lulu da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. NEM SEMPRE O SOL BRILHAVA PARA CARA-DE-PEIXE E CALIXTO A natureza do Pontal de Atafona era perfeita. Com abundância de vento nordeste, sol à pino, ondas em sincronismo, o encontro calmo do rio com o mar, na foz do Rio Paraíba do Sul, enfim, o vida no local dava o testemunho das grandes obras feitas pelo grande arquiteto do universo. Nesta explosão de vida e cores, também a natureza se manifestava de forma adversa no Pontal de Atafona, alterando inteligentemente o seu estado de "humor" e trazendo grandes tormentas, ventanias e ressacas do mar. Assim acontecia nos meses de março e setembro. João Cara-de-peixe quase não tinha tempo de sair de sua "choupana" para procurar abrigo em outra área. Só dava tempo de pegar umas peças de roupa, sua certidão de nascimento e assobiar para o Calixto e caíam em debandada. As embarcações que pescavam em alto mar iam todas para o canal da CEHAB, uma espécie de porto seguro da vila de pescadores. O céu Atafonense, de azul ficava cinza escuro, as ondas do mar pareciam que tomavam fermento e cresciam assustadoramente e invadiam as ruínas do litoral e nem a "choupana" às vezes escapava do mar revolto. O vento sudoeste chegava forte e para o inferno dos moradores da vila da praia, o mesmo vento trazia uma porção de infermidades, como gripes e viroses. O povo tinha que se submeter aos gastos das farmácias locais. João, não. Raramente pegava gripe ou resfriados. João fazia uma espécie de garrafada que havia aprendido com um barqueiro de nome "Sizé" que veio do sul certa vez e ficou fazendo reparos em sua embarcação na foz até partir novamente. A garrafada do Cara-de-peixe consistia em adição de ervas medicinais como capim-limão, assa-peixe, folhas de pitangueira, ervas-de-passarinho, mel retirado de abelhas que habitavam o manguezal Ilha do Lima e não podia faltar aquela dose dupla de Conhaque de Alcatrão de São João da Barra. Tinha também cravo-da-índia, canela em pau e um pouco de pó de guaraná. Era uma senhora garrafada! Quanto aos danos que as mudanças climáticas faziam em Atafona, João já era um cabra resignado. Tinha reconstruído a sua casa umas dez vezes e nunca fazia a mesma construção. Houve certa vez, que Cara-de-peixe fez uma casinha de um cômodo em cima de um tronco de uma nozeira seca que estava próxima das águas, mas só morou lá por duas semanas, tendo sido obrigado a sair de lá por ordem da Defesa Civil da cidade. João havia feito uma escada pregando pedaços de paus no tronco principal e tinha um alçapão de entrada que ele trancava, amarrando uma corda com nós. (continua no decorrer da semana...)

quarta-feira, 24 de março de 2010

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENGENHARIA SANITÁRIA FALA DO PROJETO "CAMINHOS CIENTÍFICOS DO DELTA DO RIO PARAÍBA DO SUL", REALIZADO EM SÃO JOÃO DA BARRA

Foto: Um estudante do Colégio Municipal Domingos Fernandes da Costa, de São João da Barra-RJ, faz um plantio da espécie Pau-Brasil nas imediações do Rio Paraíba do Sul , na localidade do Viana. Crédito da foto: SECOM / PMSJB - Isaac.
O Jornal da ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária - deu ênfase ao Projeto "Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul" em matéria de capa. Editor Responsável: Jornalista Romildo Guerrante. Para ver a matéria feita pelo excelente jornalista Romildo Guerrante, responsável pela edição da Revista ABES e que já percorreu em várias expedições o nosso Rio Paraíba do Sul, basta clicar AQUI

SÃO JOÃO DA BARRA - UM ÓTIMO DESTINO DO INTERIOR

EXISTE VIDA FORA DA TERRA?

Baseado em artigo de Anne Trafton - MIT
Multiverso e seus universos A pergunta "Existe vida fora da Terra?" parece estar cada vez mais próxima de ser respondida - seja algum tipo de vida orgânica em planetas extrassolares ou mesmo tipos exóticos de vida, muito além da vida que conhecemos, o fato é que a ciência já admite plenamente a possibilidade de a vida possa estar espalhada pelo Universo. Ou, pelo menos, a ciência não tem qualquer argumento para afirmar que ela não exista. Mas as preocupações de um grupo de físicos já estão extrapolando este que pode ser maior mistério com que a humanidade se defronta. Para eles, não se trata mais de responder se existe vida em outras partes do nosso Universo, mas se há vidas em outros universos além do nosso. Pense nesse multiverso hipotético como se fosse um mega-universo cheio de inúmeros universos menores, entre os quais o nosso próprio. O assunto, se parece esquisito demais, sempre chamou a atenção dos físicos teóricos. Mais especificamente, esses pesquisadores querem saber se pode haver vida em um universo significativamente diferente do nosso, ainda que não saibamos bem o nosso lugar no nosso velho e bom Universo. Vida em outros universos Uma resposta definitiva à questão é de fato impossível, já que não conhecemos uma forma de estudar diretamente outros universos. Mas os cosmologistas já sentem-se à vontade para discutir teoricamente sobre a existência de uma multiplicidade de outros universos, cada um deles com suas próprias leis da física. Robert Jaffe, Alejandro Jenkins e Itamar Kimchi, ligados à Universidade da Flórida e ao MIT, acreditam ter argumentos suficientes para demonstrar que, em teoria, outros universos, mesmo muito diferentes do nosso, podem desenvolver elementos similares ao carbono, ao hidrogênio e ao oxigênio, o que deixa aberta a possibilidade de que eles contenham formas de vida de fato muito similares à nossa. Ainda que as massas desses elementos "extra-universais" sejam completamente diferentes, a vida pode ter encontrado seus próprios caminhos. "Você pode alterá-las significativamente sem eliminar a possibilidade de que exista química orgânica no universo," diz Jenkins. Outras leis da física Uma hipótese dentro da cosmologia moderna propõe que um Fluxo Escuro - que vem juntar-se à matéria escura e à energia escura - seria uma evidência de que o nosso é apenas um universo contido em um multiverso. Existem inclusive propostas para encontrar uma quarta dimensão do espaço. Alan Guth propõe que a natureza está constantemente criando universos, cada vez com leis físicas ligeiramente diferentes, ou mesmo totalmente diferentes das que conhecemos. Alguns desses universos, defendem os cientistas, não duram mais do que alguns instantes, colapsando sobre si mesmos e desaparecendo. Em outros, as forças entre as partículas são pequenas demais para dar origem a átomos ou moléculas. Entretanto, em alguns desses universos, nos quais as condições sejam adequadas para que a energia inicial se expresse na forma de matéria, podem surgir átomos, moléculas, planetas e galáxias. E, onde há planetas e galáxias, há sempre a possibilidade de que os elementos adequados se juntem para formar vida, vida inteligente e civilizações. Hipótese antrópica O homem sempre explicou o mundo a partir de si mesmo. Por milênios, consideramo-nos o centro do Universo. Ainda hoje, mesmo alguns cientistas sentem-se desconfortáveis em falar sobre formas de vida diferentes da nossa, apoiando-se na conjectura estritamente conservadora de que elas nunca foram observadas. Segundo os teóricos do multiverso, contudo, essa suposição de que condições ligeiramente diferentes das presentes em nosso Universo impediriam de todo a existência de qualquer tipo de vida nada mais é do que um resquício dessa mania histórica de colocar o homem no centro de tudo. É o que eles chamam de "hipótese antrópica", que vai muito além do que se poderia imaginar, chegando mesmo a explicar as leis físicas como existindo quase que em função da existência do homem. Se as "condições corretas" não existirem - vale dizer, as condições nas quais a vida como a conhecemos consegue se manter - então não existiria vida de jeito nenhum. Os proponentes da teoria do multiverso questionam essa postura, e propõem a existência de universos com leis físicas diferentes, mas que, ainda assim, têm totais condições de conterem suas próprias formas de vida. Universos familiares Contudo, como é difícil falar em formas de vida totalmente bizarras, os pesquisadores resolveram se especializar em outros universos cujas forças nuclear e eletromagnética são parecidas com as que conhecemos, de tal forma que possam emergir átomos e moléculas. Para restringir ainda mais o estudo, eles centraram sua atenção em vidas baseadas na familiar química do carbono que nos deu origem. Ou seja, admitimos que possam existir universos de quaisquer tipos, com quaisquer leis físicas, resultando em conformações de matéria, energia, e eventualmente vida, inimagináveis - mas escolhemos "estudar" os universos que se parecem com o nosso o suficiente para que nos sentíssemos confortáveis se fôssemos instantaneamente transportados para lá. Alterando os quarks "Se você não tiver uma entidade estável com a química do hidrogênio, você não terá hidrocarbonos, ou carboidratos complexos, e você acabará não tendo vida," afirma Jaffe, eventualmente circunscrevendo-se novamente à hipótese antrópica, pelo menos para "efeitos práticos da sua teoria" - ainda que tal expressão possa parecer esdrúxula demais. Alan Guth propõe que a natureza está constantemente criando universos, cada vez com leis físicas ligeiramente diferentes, ou mesmo totalmente diferentes das que conhecemos. [Imagem: Univ.Florida] "O mesmo acontece com o carbono e o oxigênio. Além desses três nós sentimos que todo o resto é detalhe," acrescenta o pesquisador. A partir daí, eles decidiram ver o que poderia acontecer com esses elementos fundamentais quando as massas de partículas elementares, chamadas quarks, são alteradas. Em nosso Universo, existem seis tipos de quarks, que são os blocos fundamentais dos prótons, nêutrons e elétrons. Os pesquisadores centraram sua atenção nos quarks "alto", "baixo" e "estranho", que são os mais leves e os mais comuns, que se juntam para formar os prótons e os nêutrons, além dos chamados "hiperons" - veja Cientistas transformam energia em matéria. Em nosso Universo, o quark baixo é cerca de duas vezes mais pesado do que o quark alto, resultando em nêutrons que são cerca de 0,1 vez mais pesados do que os prótons. Os cientistas então modelaram uma família de universos nos quais o quark baixo fosse mais leve do que o quark alto, levando a prótons que seriam ligeiramente mais pesados do que os nêutrons. Neste cenário, o hidrogênio não poderia ser estável, mas seu isótopo deutério, ou trício, que é ligeiramente mais pesado, seria. Um isótopo de carbono conhecido como carbono-14 também seria estável, assim como uma forma específica de oxigênio. Desta forma, as reações orgânicas necessárias à vida seriam possíveis. Os cientistas se concentraram nos quarks porque já sabemos o suficiente sobre eles para predizer o que aconteceria se suas massas fossem diferentes. Entretanto, "qualquer tentativa para lidar com o problema de forma mais ampla torna-se muito difícil," dizem eles. Forças fundamentais Mas seus colegas do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley afirmam que universos com possibilidade de vida semelhante à nossa poderiam emergir mesmo se não apresentarem uma das quatro forças fundamentais do nosso Universo - a força nuclear fraca, que permite as reações que transformam nêutrons em prótons e vice-versa. Esse grupo de cientistas demonstrou que o ajuste adequado das outras três forças fundamentais poderia compensar a falta da força nuclear fraca e permitir a formação de elementos estáveis. Constante cosmológica Mark Wise, do Caltech, afirma que estes novos estudos avançam o conhecimento ao mexer em várias constantes ao mesmo tempo. Quando se varia apenas uma constante, fatalmente os resultados mostram um universo nada hospitaleiro, o que leva à conclusão - errônea, segundo ele - de que outros universos com vida são impossíveis. Segundo Wise, um parâmetro físico que parece ser extremamente bem ajustado é a constante cosmológica - uma medida da pressão exercida pelo espaço vazio, que faz com que o Universo se contraia ou se expanda. Quando a constante cosmológica é positiva, o espaço se expande; quando negativa, o universo colapsa sobre si mesmo. Em nosso universo, a constante cosmológica é positiva, mas muito pequena - qualquer valor maior faria o universo expandir-se rápido demais para que as galáxias pudessem se formar. Entretanto, Wise e seus colegas demonstraram que é teoricamente possível que mudanças na densidade cosmológica primordial poderiam compensar ao menos pequenas variações no valor da própria constante cosmológica. Possibilidades Infelizmente, não há formas conhecidas de saber ao certo se existem outros universos além do nosso, e, se houver, se eles podem sustentar formas de vida baseadas em carbono, como a nossa. Mas isto não é razão suficiente para fazer os físicos pararem de explorar as possibilidades. Para conhecer outros exemplos dessas explorações, veja Nosso Universo pode ser um gigantesco holograma e A Terra não está no centro do Universo, versão século XXI. Fonte: Inovaçãotecnológica.

AGRADECIMENTOS AOS AMIGOS

Venho, neste espaço do blog, agradecer primeiramente à Deus e depois à minha família e amigos, o apoio que me tem sido dado pela a realização de provas nos concursos públicos que tenho feito ao longo desses períodos. Mesmo que não seja chamado, me orgulho de ter ficado em 4º Lugar para o cargo de Administrador do Departameneto de Aviação Civil - DECEA - Curitiba - PR (modalidade deficiente físico) ligado ao Ministério da Defesa, bem como 3º lugar para o cargo de Administrador Ambiental de Furnas - Rio de Janeiro (modalidade deficiente físico) e entre os 10 primeiros colocados para o cargo de Técnico em Turismo, em Rio das Ostras-RJ. Infelizmente fui desclassificado do Concurso do Ibama, na segunda fase, mas teremos outras chances futuras... Agora é só esperar a prova do concurso dos Correios para Administrador Júnior, para a cidade de Brasília - DF! Vamos em frente sempre! Abraços Andre Pinto

terça-feira, 23 de março de 2010

RIO DE JANEIRO DEBATE ROYALTIES E ENERGIAS LIMPAS

Debate Petróleo, Royalties, Cidade e Meio Ambiente A FSU acontece de 22 a 26 de março, no Centro Cultural da Ação da Cidadania, na Zona Portuária do Rio (Av. Barão de Tefé, 75, Saúde, próximo à Praça Mauá). Debatedores: Emanuel Cancela (Coordenador Geral do Sindipetro-RJ) Ildo Sauer (Professor da USP e ex-Diretor da Petrobrás) Marcos Arruda (Sócio-Economista do PACS) Carlos Lessa (Professor, ex-Reitor da UFRJ e ex-Presidente do BNDES) Proposta da mesa: No contexto da possível derrubada dos royalties, os debatedores se propõem a refletir sobre o atual e as possibilidades de marco regulatório do petróleo, em especial com o advento do pré-sal. A partir dessa análise, pensar o posicionamento dos movimentos sociais e as perspectivas para a campanha O Petróleo Tem que Ser Nosso. A questão ambiental, o consumo dos poluentes combustíveis fósseis, o desenvolvimento de energias limpas e a substituição da matriz energética ainda esquentarão o debate a cerca da exploração do petróleo e da construção de um projeto popular, ecológico e soberano para o país. Fonte: APN.

LAGOA DO SALGADO, EM SÃO JOÃO DA BARRA, TERÁ FOTOS DE ESTROMATÓLITOS CARBONÁTICOS PUBLICADAS EM LIVRO DE BIOLOGIA DA EDITORA IBEP

Foto: Estromatólitos na Lagoa Salgada.

Este blog tem mostrado a grande importância da Lagoa do Salgado para a Humanidade, pois é um resquício geopaleontológico que retrata a formação geológica da terra em períodos recentes e, por sua vez, está sendo objeto de tombamento como patrimônio mundial pela UNESCO. Aliado à essa informação e divulgação expressiva no mundo virtual, o Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços Públicos de São João da Barra, tem feito trabalhos muito interessantes na lagoa, levando os estudantes da rede pública municipal de ensino para terem aulas de campo sobre os primeiros microorganismos terrestres e a evolução das espécies, nesse local de beleza e contemplação ímpares.

Foto: A Lagoa Salgada é um dos atrativos naturais de São João da Barra onde ocorrem aulas na natureza, feita pelo Núcleo de Educação Ambiental da SEMASP.

A Prefeitura Municipal de São João da Barra, preocupada na preservação e na divulgação turística deste belo sítio cadastrado no SIGEP sob o n.º 041, fez publicar postais turísticos para serem distribuídos na maior Feira de Turismo das Américas, a ABAV, em 2007. O Blog fez a reprodução de um desses postais e por felicidade dos sanjoanenses, duas imagens da Lagoa Salgada vão entrar em uma publicação de biologia da Editora IBEP, no primeiro capítulo, intitulada "A Origem da Vida na Terra", fato que nos deixa muito felizes e orgulhosos!.

Veja o e-mail recebido por este blogueiro:

"Bom dia André,

Estamos desenvolvendo um livro de Biologia pela editora Ibep e gostaríamos de utilizar no capítulo 01 intitulado ‘A origem da vida na Terra’, a foto de um estromatólito

que encontrei em seu blog. Você nos autoriza a utilizá-la? Se sim, a quem devo creditar a imagem?

Obrigada. Abraço

Tatiana Lubarino

AS VÁRIAS FACES DA LENDA DA MOÇA BONITA

ROBERTO ACRUCHE, um dos maiores escritores da região Norte Fluminense, apresentou à Academia Pedralva de Letras e Artes a sua mais nova obra que imortaliza ainda mais a "LENDA DA MOÇA BONITA". A Academia Pedralva Letras e Artes, realizou sábado, dia 20 de março, a sua primeira reunião artística do ano, com a presença de vários acadêmicos e convidados. Os acadêmicos José Viana Gonçalves; Geraldo Ferreira da Silva; Aldinei Sá, Agostinho Rodriges, Jayro Faria e Manoel Junqueira; as acadêmicas Vitória; Ana Lúcia Rodrigues Gomes e Neiva Fernandes tiveram importante participação declamando lindas páginas da literatura local e nacional. O Acadêmico e Vice-Presidente da Academia Pedralva, Roberto Pinheiro Acruche apresentou a versão de sua autoria da Lenda da Moça Bonita. Começa muito bem o ano acadêmico da Pedralva. A Sessão foi presidida pela presidente Sueli Maria V. A. Petrucci e Secretariada pelo acadêmico Thelmo Albernaz. A lenda da Moça Bonita tem sido cada vez mais divulgada em outras plagras de nosso país. O Nosso amigo e também um dos maiores escritores e jornalistas do Norte Fluminense, Carlos AA de Sá, também foi um dos que ficaram "encantados" pelas canções da moça bonita e acabou por escrever umlivro intitulado "Duas Lendas Sanjoanenses". O Blog tem a satisfação de divulgar mais esta conquista do amigo Roberto Acruche, que aliás, teve a sua poesia em "Tributo ao Rio Paraíba do Sul" lida com emoção, na Rádio Barra FM, por um de seus admiradores, na data comemorativa do Dia Mundial das Águas e do Dia Municipal do Rio Paraíba do Sul.

segunda-feira, 22 de março de 2010

DIA MUNDIAL DAS ÁGUAS TEVE O LANÇAMENTO DO PROJETO "CAMINHOS CIENTÍFICOS DO PARAÍBA DO SUL", EM SÃO JOÃO DA BARRA

Projeto “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul” é lançado com sucesso em SJB, no Dia Mundial das Águas O mundo é formado por 96% de água salgada, 3% de água congelada e 1% de água potável. Se não cuidarmos dos recursos hídricos responsáveis pela subsistência do ser humano na Terra, com o aumento da população e o impacto que isso causa ao ambiente, teremos dificuldades na sobrevivência da espécie humana. O assunto é bem sério, assim como estava o semblante dos alunos representantes do 6º ao 9º ano da Escola Municipal Domingos Fernandes da Costa, ao ouvirem a explicação. Mas logo depois, a preocupação deu lugar ao sorriso da esperança de se preservar os rios e lagoas com pequenas ações que fazem a diferença. A bordo de uma escuna, tendo como cenário um céu azul que mais parece coisa de cinema, observando o vôo de garças e outras aves da fauna local, espécies de árvores nativas sobre as águas douradas do Rio Paraíba do Sul, alunos da escola puderam aprender na prática as responsabilidades com o meio ambiente. Esse foi o principal resultado do primeiro passeio do projeto “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul”, lançado nesta segunda-feira, dia 22, em São João da Barra, em comemoração ao Dia Mundial das Águas e o Dia Municipal do Rio Paraíba do Sul. O projeto é realizado pela equipe do Núcleo Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMASP), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura e visa destacar a importância do rio, suas matas ciliares, a formação geológica na Planície Goytacá, suas ilhas fluviais, fauna terrestre e aquática. Problemas relacionados à poluição, ocupações, a racionalização das águas também foram registradas, assim como a presença de naturalistas e cientistas no município em diversos momentos, como o príncipe Maximiliano de Wied Newvied, Saint-Hilaire e o imperador do Brasil, Dom Pedro II. O secretário Municipal de Meio Ambiente, Marcos Sá, participou do projeto e comemorou o lançamento. “Agora a tendência é ir aprimorando o projeto cada vez mais. O rio fornece água potável para todas as cidades por onde ele passa e as populações estão crescendo, ao mesmo tempo em que o Paraíba está cada vez mais assoreado, com muita areia. É preciso frisarmos sempre a importância desse 1% de água potável. Para valorizar a natureza de verdade, é preciso senti-la de perto. E é isso que buscamos mostrar às gerações futuras com esse projeto”, explicou Marcos Sá, que participou do projeto com o subsecretário Alex Sandro Mateus Firme, equipe de apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Izabel Gregório, responsável pelo Espaço da Ciência Maria de Lourdes Coelho da Anunciação, o proprietário Rural, Getúlio Alvarenga e a equipe de Defesa Civil Municipal, que participou com apoio e guiamento adequado do barco pelo rio. Lições fora da sala de aula – Fazer ciência pode até parecer difícil, mas não é não. André Pinto, um dos coordenadores do projeto, enfatizou dessa forma a questão e chamou a atenção dos alunos que participaram do passeio. De forma descontraída, ofereceu, em poucos minutos, ricas informações que geralmente seriam repassadas em muito mais tempo dentro das quatro paredes da sala de aula. — Os índios Goytacazes, os primeiros habitantes dessa terra, exímios corredores, caçadores, nadadores, não bebiam a água do Rio Paraíba. Para eles, a água era sagrada e eles não podiam tocar em nada sagrado. Eles bebiam água de cacimba. Eles já tinham, na verdade, essa idéia preservacionista do rio. Quando os europeus chegaram ao Brasil, em 1500, começou o extermínio dos índios —, ressaltou André, em uma verdadeira aula de história. O Rio Paraíba (que em tupi significa rio de difícil navegação, devido aos trechos com pedras, corredeiras e galhos) nasce da união de outros dois rios, na Serra da Bocaina: Rio Paratinga (rio de águas claras) e Rio Paraibuna (rio de águas escuras). “São João da Barra teve um período áureo de navegação. Em 1710, tivemos a abertura da foz em Atafona. Antes, o rio saía em Martins Laje, no córrego de Valetas, até a Lagoa do Açu, que já foi foz. Temos registrado que em 1860, o porto de São João da Barra recebia 60 navios por mês, que carregavam daqui açúcar e outros produtos”, observa. Ao desembarcar nas areias do Viana, o projeto registrou ainda a colocação da primeira placa de turismo científico e histórico em pontos estratégicos da margem do Rio Paraíba do Sul. Lá, os alunos puderam ainda, participar do plantio de mudas de Pitanga, Aroeira, Pau-Brasil e Embaúba, como auxílio à mata ciliar. Após provarem frutas como jamelão e juá, os visitantes puderam conferir, com a equipe de Meio Ambiente, um laboratório ao ar livre e apanhar amostras da água do rio para, daqui a 48 horas, saberem, entre outras questões, o nível de PH da água e a quantidade de coliformes fecais por exemplo. — Essas areias brancas que encontramos aqui no Viana, margeando o Rio Paraíba, é um relato de que essa região já foi mar e que essa areia foi uma duna. Em 1815, o príncipe Maximiliano de Wied Newvied, um grande naturalista esteve no Brasil e fez uma exploração no Rio de Janeiro, passando por Farol de São Thomé, São Fidélis, onde conheceu os índios coroados e registrou em seu livro “Viagens pelo Brasil”, que quando passou em São João da Barra, se deparou e se encantou com as areias brancas do Viana — ressaltou. Fauna e flora são destaque – Ainda do barco, foi possível observar, uma árvore que se destacava sozinha à margem do Paraíba. Em tempo de floração, com flores brancas, a espécie Piabanha leva o mesmo nome de um peixe, por ser seu fruto, um alimento apreciado pela espécie. O vôo do pássaro Biguá é mesmo bonito de se ver. A ave, nos últimos anos, não muito comum de se ver na região, é um indicador de que o rio está voltando a ter pequenos peixes, pois ela se alimenta de alevinos. O arisco pássaro Socó Cagão, garças brancas, entre outras aves, também procuraram dar o ar da graça em um espetáculo de beleza para quem observava e pôde ouvir seus gorjeios. Mesmo com as hidrelétricas, o Rio Paraíba do Sul mantém muitas espécies de peixes em suas águas. O Caximbau é um deles. E ainda traz uma curiosidade: é um peixe pré-histórico. “Ele tem um exoesqueleto, uma casca dura, assim como acontece com os crustáceos. A natureza é um conjunto de ecossistemas. A formação da Planície Goytacá, por exemplo, deve-se à Cordilheira Cristalina Brasileira, a Serra do Mar, que podemos observar uma parte daqui, lá pelas terras do Imbé”, ressaltou André Pinto, que doou aos alunos, ao fim do passeio, um exemplar do livro “A saga de um herói negro”, de seu pai, o conhecido escritor e historiador João Oscar Pinto, e também sementes de pau-brasil. “Vocês podem plantar no quintal ou fazer uma muda, exercitarem seus conhecimentos, e trazerem para a Secretaria de Meio Ambiente, que nós faremos o plantio”, acrescentou. Resultados positivos – A diretora da Escola Municipal Domingos Fernandes da Costa, Ângela da Costa, aprovou o lançamento do projeto. Segundo ela, a primeira etapa do ensino fora da sala de aula, foi com o passeio no projeto Barca da Ciência, lançado no verão. — Esse é um segmento. Um completa o outro e os dois devem ser levados para dentro de sala de aula. As próprias crianças que participaram, todos representantes das turmas e fiscalizadores de Meio Ambiente da escola, vão ser os multiplicadores desses conhecimentos para seus amigos. Se houver necessidade vamos até à equipe de Meio Ambiente e solicitar uma palestra, por exemplo, na escola. Eles vão passar esses conhecimentos para a comunidade. Aluna da sétima série, Samya Moço de Souza, de 13 anos, disse que aprendeu muito com o passeio. “Vi muita coisa que não conhecia e a parte das espécies de peixes que temos no rio me marcou bastante, pois eu não sabia”, disse. O colega, Maycke Nyckson da Silva Ribeiro, 13 anos, gostou de conhecer a fruta juá. “Não sabia que ela podia limpar a boca que fica roxa de comer jamelão. Foi o que achei mais diferente. Eu já conhecia essa parte do Rio Paraíba, mas se tiver outra oportunidade, eu vou voltar”, ressaltou. Os passeios educativos serão realizados a cada 15 dias. O horário de saída será sempre às 8h10, do Cais do Imperador, no Centro da cidade. Serão, aproximadamente, 70 viagens durante todo o ano, com saídas quinzenais, durante o período de aulas, sempre em dias úteis. A previsão é atender cerca de 2.100 estudantes e 350 professores, das escolas do município. O projeto “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul” é destinado apenas à rede publica municipal de ensino de São João da Barra. Já outras escolas, de outras cidades, podem participar do passeio pedagógico oferecido pelo Projeto Barca da Ciência, do Espaço da Ciência Maria de Lourdes Coelho da Anunciação em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. No passeio de escuna, todos os domingos, a partir das 9h, com saída do Cais do Imperador, é possível conhecer a importância dos recursos hídricos, com uma aula de história e educação num passeio agradável pelo Rio Paraíba do Sul, até sua foz, com parada na Ilha da Convivência. Para participar, é necessário ir ao Espaço da Ciência e se inscrever no cadastro. Ou, então, agendar pelo telefone (22) 99031176. Texto de Carla Cardoso - Jornalista

domingo, 21 de março de 2010

O QUE SÃO JOÃO DA BARRA PERDERÁ, SE OS ROYALTIES FOREM REDISTRIBUÍDOS?

Comprando a Folha da Manhã deste domingo, pude ver o quanto os royalties representam para gente! O que acontecerá conosco se a PEC 387 for aprovada no Senado? Segundo a matéria da Folha da Manhã, os royalties para São João da Barra representam 70% da receita total e os serviços a serem afetados são as obras em realização nos bairros e localidades, bolsas de estudo universitárias, cursos profissionalizantes, os serviços na área de saúde serão diminuídos e a merenda escolar sofrerá alterações. É uma situação para se refletir e se preocupar...

PERNAMBUCO SAI NA FRENTE AO COMBATER PROCESSO EROSIVO EM SEU LITORAL

Acabo de receber um e-mail do Engenheiro Marco Lyra, especialista em projetos de contenção de processo erosivo no litoral brasileiro (este blog tem uma apresentação em vídeo do Bagwall) e ele nos traz a seguinte informação:
"Prezado Andre: Gostaria de informá-lo da visita oficial do Parlamento Metropolitano de Recife que juntamente com os secretários de meio ambiente de todos os municípios litorâneos, estiveram ontem aqui em Alagoas, no município de Marechal Deodoro para conhecer as obras do Bagwall aqui construídas. Se quiser obter mais informações sobre a visita entre no blog do presidente do Parlamento Metropolitano do Recife Josenildo Sinésio.
Aproveito a oportunidade para informá-lo do I Seminário Nacional do Parlamento Metropolitano do Recife com o tema central " O avanço do mar e as mudanças climáticas" que ocorrerá nos dias 8,9 e 10 de abril, no Hotel Dorisol em Jaboatão dos Guararapes - PE.
Creio que seria uma boa oportunidade para você e outros técnicos participarem do evento em Pernambuco e conhecerem também as obras construídas aqui em Alagoas.
Um abraço.
Marco Lyra"

MAIS UM RELATO DE OBJETOS VOADORES NÃO IDENTIFICADOS EM SÃO JOÃO DA BARRA ?

Em momento de entrevista na Rádio Barra FM, nesta sexta-feira passada, sob o comando de um dos melhores âncoras da rádio difusão da região, o nosso amigo Emilson Amaral, tomei conhecimento de que um estudioso que fazia vistoria em uma espécie de torre levantada na floresta da Caroara - um resquício importante de vegetação clímax de restinga - em São João da Barra, teria visto uma "bola luminosa" que seguia em várias direções, despertando a curiosidade do pesquisador. Segundo conta, não era nada parecido com os objetos usuais que conhecemos. São João da Barra é assim, muitos mistérios a serem desvendados. Para uns, objetos voadores não identificados, para outros - autóctones - trata-se do "Boitatá", um personagem do folclore brasileiro. Outros casos interessantes: Segundo João de Oliveira, jornalista de Campos e locutor de rádio, já se identificou por imagem de satélite que a Lagoa de Iquipari estava com uma certa movimentação de luminosidade e que estava assustando os pescadores. Depois de várias hipóteses trabalhadas, chegou-se à conclusão de que tratava-se de microorganismos com bioluminessência que possuem uma espécie de iluminação para espantar predadores e que juntos em uma população fazem verdadeiras manchas de clarões na água, fato imperdível de se presenciar!. Se é ou não isso, a verdade que a lagoa também tem lá seus mistérios! Como diziam os Beatles: Let it be...

FESTA EM LOUVOR À SÃO JOSÉ: EXEMPLO DE UNIÃO DA COMUNIDADE, ENTRETENIMENTO E FÉ

As famílias que frequentaram a Festa em Louvor à São José, ocorrida no bairro de Água Santa, que vem acontecendo desde sexta-feira, teceram elogios à organização, programação e manifestação de fé. Ontem à noite a rua destinada aos eventos festivos estava cheia de cadeiras com os moradores felizes da vida com o movimento. Os ambulantes estavam vendendo suas mercadorias de forma ordeira, os banheiros químicos mais que pareciam ter o cheiro de florestas de eucalipto e estavam dispostos em local correto, a guarda municipal, pessoal de apoio e colaboradores prestavam excelentes serviços aos presentes também. A simpatia do Presidente da Associação de Moradores de Água Santa, Mayque, era tanta que quem chegasse à festa, se sentia no dever de colaborar com o "Mocotó Amigo" feito pela Associação para angariar recursos para registro de documentos em cartório e outras iniciativas. O show de calouros foi mais um atrativo da festa, culminando com um show de uma banda muito animada e que cantava até em inglês. O Sub-secretário de Meio Ambiente, Alex Firme, além de ser morador da comunidade, estava presente ao evento e tambem recebeu os visitantes e amigos, sob as bençãos de São José. "Se neste ano que foi o primeiro já foi assim, imaginamos que no ano que vem o número de pessoas vai triplicar!", frisou Alex Firme. Parabéns ao padre, ao presidente da Associação, aos moradores e aos devotos! Linda festa!

CURIOSIDADES DE SÃO JOÃO DA BARRA: CHOUPANA TEM FRUTA EXÓTICA E UM PÁSSARO QUE DÁ MASSAGEM CAPILAR NOS CLIENTES

Só quem visita a choupana do Sr. Ailton, no Chapéu do Sol, em São João da Barra, sabe do que eu estou falando. O Sr. Ailton tem em seu bucólico "ponto dos amigos" um árvore que dá um fruto chamado Biri-biri e que já foi objeto de matéria neste blog. Não bastasse esse atrativo, pra lá de nutritivo e que diminui as taxas de triglicérides no organismo, o freguês amigo ainda pode contar com uma massagem capilar "surpresa" de um belo pocaçú - uma espécie de pombo selvagem - que vive solto nas matas do Chapéu do Sol e que todo final de semana aparece no local e dá o seu show, pousando calmamente no topo de alguma cabeça de freguês! Esta situação é digna de se trazer uma TV para se fazer um documentário interessante.
Ontem mesmo o Pocaçu apareceu à noite no local, pousou ao lado do fogão à lenha, sem ter medo algum do fogo , da panela e dos presentes, olhou com sua visão binocular o cliente que queria dar a massagem e deu o seu vôo rasante. Todos pararam para ver a cena. Pousou na cabeça de nosso amigo Walmir Lopes Baldino (Da Secretaria de Agricultura), deu uma breve massagem capilar com suas garras e logo em seguida seguiu para uma árvore frondosa que fica na frente do quiosque. Os clientes do quiosque acham que isso é um diferencial , pois o atendimento do Sr. Ailton é nota 10, a cerveja é sempre gelada, pode-se tirar gosto do Biri-biri e ainda receber uma massagem de uma ave selvagem, como o Pocaçu. O Sr. Ailton é um verdadeiro defensor dos animais e considera o Pocaçu um legítimo amuleto do seu estabelecimento. "Os clientes ficam fascinados, tamanha a liberdade que a ave tem no local. ela está acostumada à comer ração em nossas mãos todos os dias e aí vai embora. Nunca teve maus tratos com a ave, que tem uma linda penugem acinzentada e os olhos vermelhos com um pontinho preto no meio" afirma o Sr. Ailton aos clientes. Taí mais uma dica do Blog! Visitem o quiosque do Sr. Ailton e tenham um contato maior com a natureza!

SÃO JOÃO DA BARRA CONTARÁ COM ASSOCIAÇÃO PROTETORA DOS ANIMAIS

Foi com satisfação que tomei conhecimento de que um grupo seleto de munícipes, amantes da vida e dos indefesos animais, resolveu reativar a ASPA - Associação de Proteção dos Animais em nossa querida São João da Barra. A iniciativa é digna dos maiores méritos, pois no dia-a-dia vemos muitos maus tratos com cães, muitos deles abandonados, cavalos, éguas, burricos e também passarinhos. Até o pobre gado de corte vem sofrendo com os abates "calndestinos" e muitas vezes cruéis, apesar de já se ter projeto para futura construção de um abatedouro modelo em nossa cidade. Segundo informações, temos à frente do belo movimento a comunicadora da Rádio Ultra FM, Mônica Paes, o policial militar Genário Jr. e a competente Lia Márcia, que já tem experiência com a SUÍPA. O movimento promete ganhar a adesão e apoio da sociedade. Parabéns aos organizadores!

sábado, 20 de março de 2010

21 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DAS FLORESTAS

DIA 21 DE MARÇO É O DIA MUNDIAL DAS FLORESTAS E O BLOG TRAZ UM LINDO DOCUMENTÁRIO PARA QUE O INTERNAUTA SE ENCANTE COM O PODER DAS MATAS DO MUNDO!

sexta-feira, 19 de março de 2010

NO DIA MUNICIPAL DO RIO PARAÍBA DO SUL, TEM LANÇAMENTO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL "CAMINHOS CIENTÍFICOS DO DELTA DO PARAÍBA"

AULAS DA NATUREZA NA NATUREZA
Foto: Lulu - técnico em meio ambiente da SEMASP - conta a história da formação do delta do Rio Paraíba do Sul à estudantes secundaristas na Ilha do Peçanha.
Foto: Andre Pinto - Assessor de Planejamento e Gestão Ambiental da SEMASP - conta aos estudantes da rede municipal de ensino a história dos estromatólitos carbonáticos de 4.000 anos de idade, encontrados na Lagoa do Salgado - Patrimônio Geopaleontológico da Humanidade , em São João da Barra - RJ.
Projeto ambiental “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul” será lançado na segunda, Dia Mundial das Águas, em SJB

A importância do Rio Paraíba do Sul no cenário nacional, sua formação geológica na Planície Goytacá, das matas ciliares, suas potencialidades, seus problemas relacionados à poluição e ocupações irregulares em áreas de preservação permanente, a racionalização das águas, suas ilhas fluviais, fauna terrestre e aquática como também a presença de naturalistas em São João da Barra, como o príncipe Maximiliano de Wied Newvied, Saint-Hilaire e o próprio imperador do Brasil, Dom Pedro II. Os assuntos dignos de serem abordados em aulas de história, geografia e meio ambiente serão abordados no projeto “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul”, que tem início na próxima segunda, dia 22, em São João da Barra.

O projeto, realizado pela equipe do Núcleo Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMASP), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura, será lançado em uma data marcante: o Dia Mundial das Águas e Dia Municipal do Rio Paraíba do Sul, oficializado de acordo com a lei municipal 001/2005, de autoria da Prefeita Carla Maria Machado dos Santos.

O projeto prevê a colocação de placas de turismo científico e histórico em três pontos estratégicos de margens do Rio Paraíba do Sul e, também, a realização de atividades relacionadas ao plantio de mata ciliar feitas em parceria com as escolas municipais em alguns trechos, além da elaboração de uma cartilha sobre mata ciliar e outras informações (que está em andamento) com temas sobre a preservação dos rios, córregos, canais, lagoas e praias, significado em tupi guarani, de alguns dos atrativos locais (Grussaí, Iquipari, Açu, Taí, Caroara, Caetá, e outras, que serão distribuídas aos estudantes). As próximas viagens ainda estão sendo agendadas.

Os passeios educativos serão realizados a cada 15 dias. O horário de saída será sempre é às 8h10, do Cais do Imperador, no Centro da cidade. O trajeto vai até às praias fluviais do Viana. Segundo André Pinto, um dos coordenadores do projeto, haverá uma aula e um plantio de mata ciliar, além de colocação de placas de interesses científicos e históricos no local.

— Um dos intuitos é buscar sempre resgatar a memória histórica dos vultos sanjonenses e das pessoas importantes de fora que estiveram no município. Vamos ter uma salada de conhecimento, juntando a parte ambiental com a histórica, tirando a questão ambiental apenas da teoria. Teremos a parte prática também. Já nesta segunda vamos começar com plantio na margem direita do rio, nas areias do Viana. Temos alguns contatos com produtores rurais e o primeiro local visitado será parte da terra do produtor Getúlio Alvarenga, presidente do Sindicato Rural da cidade. Lá, vamos mostrar a erosão e explicar a importância da mata ciliar — explica André Pinto.

É também na propriedade de Getúlio Alvarenga que será colocada a primeira placa de interesse histórico e científico, porque foi por lá que esteve o príncipe Maximiliano de Wied Newvied, que visitou o município em 1815. Serão, aproximadamente, 70 viagens durante todo o ano, com saídas quinzenais, durante o período de aulas, sempre em dias úteis. A previsão é atender cerca de 2.100 estudantes e 350 professores, das escolas do município.

— Trata-se de uma verdadeira aula fora das quatro paredes. As escolas do município estão trabalhando, nesse primeiro bimestre, questões afrobrasileiras, e vamos ter uma surpresa em relação ao tema. Vamos começar com 30 alunos e mais cinco pessoas da escola (professor, diretor e pessoal de apoio), da Escola Municipal Domingos Fernandes da Costa. O projeto é realizado no molde de trabalhos como o Caminhos Geológicos, que já existe em São João da Barra, há quatro anos, mais ou menos, do Departamento de Recursos de Recursos Minerais (DRM), que evidencia o Delta do Paraíba, e também o Caminhos de Darwin, que não temos por aqui, mas nos serve de exemplo — acrescenta.

O projeto “Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul” é destinado apenas à rede publica municipal de ensino de São João da Barra. Já outras escolas, de outras cidades, podem participar do passeio pedagógico oferecido pelo Projeto Barca da Ciência, do Espaço da Ciência Maria de Lourdes Coelho da Anunciação em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente. No passeio de escuna, todos os domingos, a partir das 9h, com saída do Cais do Imperador, é possível conhecer a importância dos recursos hídricos, com uma aula de história e educação num passeio agradável pelo Rio Paraíba do Sul, até sua foz, com parada na Ilha da Convivência. Para participar, é necessário ir ao Espaço da Ciência e se inscrever no cadastro. Ou então, agendar pelo telefone (22) 99031176.

quarta-feira, 17 de março de 2010

NOVELA "SINHÁ MOÇA", DA REDE GLOBO, RELATA A ESCRAVIDÃO, BEM COMO MENCIONADA NA OBRA DE JOÃO OSCAR INTITULADA "A SAGA DE UM HERÓI NEGRO"

Foto: Atores que fazem personagens escravos na senzala dão show de interpretação. Foto: A sanjoanense Zezé Mota é a "Bá", na novela Sinhá Moça.
A novela "Sinhá Moça" , reapresentada na TV Globo no horário da tarde, vem mostrando como era o tratamento feito aos escravos fujões, mostrando os castigos do tronco, os abusos dos senhores de engenho, a covardia dos capitães do mato, o movimento abolicionista através da imprensa, a produção de café , milho e outros produtos, bem como era a forma de casamento, onde o senhor de engenho escolhia o parceiro para suas filhas. Ver a novela "Sinhá Moça" da TV Globo é como se estivéssemos ao mesmo tempo vendo as histórias da escravidão contadas por João Oscar em seus livros "A Saga de Um Herói Negro" e também "Escravidão & Engenhos". Lembramos também da lenda contada por Carlos Sá "Duas Lendas sanjoanenses", que fala sobre o milagre do escravo "Benedito das flores" na região de Caetá, São João da Barra. Não podemos nos esquecer de "São João da Barra - Apogeu e Crise do Açucar no Norte Fluminense" de Paulo Paranhos, ex-diretor do Arquivo Geral do Tribunal de Justiça do Rio e que reside atualmente em Caxambú - MG e que retratou magnificamente a escravidão face à produção de açucar em Campos, S.J. da Barra e Quissamã. À propósito, a presidente do Conselho Municipal de Cultura de São João da Barra, Perila Rodrigues, irá realizar em breve uma reunião extraordinária para prestação de contas do atual mandato e os seus avanços na cultura sanjoanense, onde os conselheiros e entidades civis que estiverem presentes à mesma, receberão um exemplar do livro de João Oscar , "A Saga de Um Herói Negro", obra imortalizada pela Editora Francisco Alves. A data ainda será divulgada neste blog.

FAMÍLIA SANJOANENSE HOMENAGEIA O ESCRITOR JOÃO OSCAR , DANDO O NOME DO ESCRITOR AO MAIS NOVO SANJOANENSE NASCIDO RECENTEMENTE

Acabo de receber a ótima notícia, que nos enche de orgulho e felicidade, de que o casal Mário e Dinéia - tendo sido o Mário, filho de criação de Pepenha de Paulo Soares - registraram em Cartório o mais recém nascido de São João da Barra com o nome de João Oscar. Agora, no corredor ao lado da Chácara do saudoso escritor e poeta inesquecível, poderá se ouvir novamente os gritos de parentes chamando o nome daquele que elevou o nome de São João da Barra no mundo literário. A iniciativa partiu de "Pepenha" , que é irmã de João Oscar e o pedido foi aceito com louvor pelo jovem casal. João Oscar está com mais ou menos 20 dias de nascido. Dá-lhe Joãozinho!!! Felicidades!

SÃO JOÃO DA BARRA NÃO PODE SER MAIS CONFUNDIDA COM BARRA DE SÃO JOÃO

CHEGA! Faço aqui meu desabafo!
Será que as pessoas que residem em outros municípios do Estado do Rio de Janeiro não se dão conta de que São João da Barra é diferente de Barra de São João ? Quantas vezes ouvi me perguntarem se a minha cidade ficava na região dos lagos? Aí eu tinha que explicar, explicar e explicar mais uma vez! Não!!! São João da Barra é no Norte Fluminense, conhece? Antigamente eu falava: - É a terra do Conhaque de Alcatrão e do avanço do mar em Atafona, sabe onde fica? Me respondiam meio duvidosos: - acho que sim... Hoje eu falo com o peito cheio de orgulho: São João da Barra é o mais novo produtor de petróleo da Bacia de Campos e também abrigará um dos maiores portos privados do país e também é a cidade escolhida pela ONU-HABITAT para ser objeto de estudos de urbanização, conhece??? Quem não conhece, está precisando se reciclar, ler mais jornal, ver mais TV! Hoje, o mundo todo sabe onde fica São João da Barra, pôxa! Só um tapado ou um grupo de tapados para não saberem onde fica São João da Barra! Quando vejo gafes cometidas com o nome de São João da Barra eu fico "P" da vida. cito uns exemplos: - Quando dizem que São João da Barra é "Distrito" de Campos... - Quando dizem que S. J. da Barra é final de linha... - Quando dizem em relatórios de Licenciamento Ambiental que nós temos uma localidade chamada "Quixadá", a Cachoeira São Romão com piscinas naturais e as ruinas da ponte velha... - Quando dizem que o Barão do Rio Comprido nasceu no forte São João no Rio e não em São João da Barra... (absurdo!) - Quando erram o caminho, seja de caminhão de entrega ou ônibus de excursão e chegam em Barra de São João. Hoje ouvi pela Rádio Barra que muitos dos sanjoanenses que esperavam as conduções que vinham da Capital para a manifestação em "Defesa do Rio", ficaram ilhados no Largo Fernando José Martins , tudo por causa de confusão de alguns motoristas que acharam que São João da Barra era Barra de São João! Que Barra, hein!? Com o esquema todo pronto para a viagem , o jeito foi alimentar o pessoal ali mesmo e liberar o lindo movimento da espera dos ônibus, já pelo avançar do tempo e às más condições do clima.
Foto: A organização do evento, em SJB, estava de nota 10! O povo estava trajando a cor preta em defesa do Rio, havia alimentação suficiente para todos, o clima era bem familiar, mas os ônibus que vinham da Capital, sob a organizaçãodo Estado, erraram o caminho e foram parar em Barra de São João, na região dos lagos, segundo a Barra FM. Na foto estão as pessoas que iam para o Rio e que acabaram por receber o Kit alimentação, dado pela organização local do evento. Crédito da foto: Walmir Lopes Baldino.
Moral da história, muitos participantes não puderam ir à Candelária por causa desses sujeitos que não conhecem nada de rodovia e de geografia! Só um GPS mesmo para esses cabras! Mesmo assim, acho que iriam se perder... Deixo a minha sugestão então: Façamos uma campanha institucional ainda mais forte para reforçar a nossa marca enquanto município portuário, produtor de petróleo, turístico, pólo de pesca, e, se possível, coloquemos na entrada da BR 101, que dá destino à região dos lagos, uma placa bem grande, quase colossal, dizendo: "MOTORISTA: CHEGA DE CONFUSÃO E FARRA - SIGA A BR 101 E VÁ DIRETO À SÃO JOÃO DA BARRA!" Em tempo: Barra de São João é um local paradisíaco e com um povo bastante acolhedor! O meu pai, João Oscar, adorava passar algumas férias em uma pousadinha de praia bastante simples e sempre visitava conosco o túmulo de um dos maiores escritores do Brasil, Casimiro de Abreu, no alto de um morrinho, que tem uma igreja próximo ao mar. Boas lembranças...

SÃO JOÃO DA BARRA NO RUMO DA PRODUÇÃO DO SUPER CAJU

Foto: Super Caju em São João da Barra, produzido no Horto Municipal. Crédito da foto: Walmir Lopes Baldino - Técnico Agrícola.
Foto: O Secretário Municipal de Agricultura, Oswaldo Barreto e o Assessor Robson Peixoto, seguram um SUPER CAJU, produzido no Horto Municipal de São João da Barra. Crédito da foto: Walmir Lopes Baldino - Técnico agrícola.
SJB - CELEIRO DE SUPER CAJUS Mais uma vez o blog é agraciado com fotos tiradas e enviadas pelo colaborador Walmir Lopes Baldino, técnico agrícola e um dos responsáveis pelo sucesso do Horto Municipal de São João da Barra. Em reunião recente do Conselho Municipal de Agricultura Sustentável, o Secretário Municipal de Agricultura, Oswaldo Barreto, juntamente com o assessor Robson Peixoto, confirmaram aos presentes que a meta para 2012 é a de se fazer o Iº Festival do Caju de São João da Barra. Com o projeto de distribuição de mudas de caju anão precoce desenvolvido pela administração municipal, desde a gestão de Dr. Pedro Nilson e agora com a continuidade do atual Secretário Oswaldo Barreto, espera-se uma grande produção de caju para os próximos períodos. Segundo relatou Oswaldo Barreto aos conselheiros presentes à reunião extraordinária, do caju serão obtidos o hamburguer, a almôndega, a farinha, a castanha, os doces em compotas e cristalizados e ainda poderá se fazer estudos aprofundados para fins terapeuticos, a exemplo do sucesso do ACAJU MEMBRANA, que vem curando os problemas de úlcera e escamações de pele e que foi desenvolvido na Universidade Federal de Pernambuco pela Professora Salete Horácio. Parabéns aos amigos da Secretaria Municipal de Agricultura e ao zelo que vem tendo o Horto Municipal, onde o adubo principal é o amor à coisa pública e ao meio ambiente! O resultado só podia dar em produções de SUPER CAJUS !

SÃO JOÃO DA BARRA EXPÕE RÉPLICAS DE PORTINARI

CÂNDIDO PORTINARI Um pouco da história desse grande artista pode ser conferida na exposição “O Brasil de Portinari”, que apresenta 22 réplicas das telas do artista, e que fica em cartaz até o dia 30 deste mês no Palácio Cultural Carlos Martins, em São João da Barra, sempre de segunda a sexta, das de 9h às 11h e das 14h às 17h. Endereço: Rua dos Passos, ao lado das Indústrias Thoquino, centro.

terça-feira, 16 de março de 2010

BALADA DO PARAÍBA É UM RETRATO FIEL DO QUE ACONTECE EM SÃO JOÃO DA BARRA E QUE FOI ESCRITA PELO POETA LUIZ GALDINO

Foto: O escritor de reconhecimento internacional, Luiz Galdino, lembra São João da Barra em sua obra "Balada do Paraíba". ATENÇÃO PROFESSORAS E PROFESSORES DE SÃO JOÃO DA BARRA: ESTE É UM ÓTIMO TEXTO PARA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS SOBRE A NOSSA TERRA E O RIO PARAÍBA DO SUL. VALE A PENA LER! Balada do Paraíba O meu Reino ia de serra a serra, A da mantiqueira era verde, a do mar era azul. E no vão das duas varava o rio. Pára aí, Paraíba! O rio não parava, só esbarrava no mar. Assim contava meu pai, ele conhecia o lugar. São João da Barra! O que mais tinha lá era fruta. De comer e de chupar, lambuzar e engasgar, até na hora de contar. Goiaba, jambo e araçá; pitanga, jaca mole e cambucá. Esse, o tipo de fruta que dava lá. Também, tinha peixe. De turvo e água clara, de corrente e remanso. Dos muitos jeitos de pescar, qual o melhor? Nhá Maria ria e dizia: -É só chegar no barranco e chamar! Bagre, cascudo e mandi; dourado, robalo e lambari. E pára aí, Paraíba! O rio não parava, só esbarrava no mar. Pra onde foi tanto peixe, pra onde foi Nhá Maria? São João da Barra, meu pai contava. Ele conhecia o lugar. Bom Jesus de Piedade era o nome do lugar. Difícil de encontrar. E flor era coisa de enjoar. Flor, flores, florinhas e florindas. E flor de fita nos cabelos de Rita. Tinha dália e crisandália, alecrim e mimosa, além do cravo que brigou com a rosa, debaixo de uma sacada que nem existia. A cerca era viva: toda flor de primavera. E a flor maior: bico-de-papagaio Dona Emília teimava: flor de papagaio! Seu Juca Biluca ria: pra que papagaio quer flor? Na mão direita, tinha nenhuma roseira. Havia uma touceira de hortênsias e minha mãe desgostava. Não das flores: uma explosão de estrelinhas azuladas, constelando o céu verde musguento. Mas da saparia jururu e cururu, que criava e procriava sob as ramagens. O resto era flor de mato. A gente despetalava e cantava: bem-me-quer...mal-me-quer... bem-me-quer... E pára aí, Paraíba! Água que desce acaso torna à fonte? Pra onde desceu dona Emília? Pra onde tornou seu Juca? O rio não parava e lá se ia a flor. Só esbarrava no mar. Assim contava meu pai, ele conhecia o lugar. Eu pedia, ela repetia. E eu dormia assanhado com as histórias Que negra Alzira contava. De nana-nenê que a cuca vem pegar, bicho papão em cima do telhado e saci-pererê. Dormia sem querer dormir, esperando pela disparada dos cavalos, pra ver se saci aparecia. Se ventasse, era só olhar pra ver. Ver mesmo, não via: modo de dizer. O que a gente cismava eram as brasas do cahimbo, fumegando por trás dos mamoneiros. E adiantava contar? Meu pai acreditava no que deixasse rastro. E saci deixava? Pulava numa perna só e apagava com vassourinha do campo. E a brasa do cachimbo? Vaga-lume e pirilampo, a mãe dizia. Alzira balançava a cabeça, dizendo não. E pára aí, Paraíba! O rio não parava, só esbarrava no mar. Alzira foi pro mar? São João da Barra! Assim contava meu pai, ele conhecia o lugar. De manhã, saci sumia. E a diversão era João Paulino e Maria Angu. Alegria então era grande. Demais da conta. Oh, Deus salve a casa santa, chegou o tempo do rei divino santo, festa em toda a casa, folguedo pra todo o canto. Rosinha mexia o doce e Sinhá, pirulito. Dadá, rocambole, Zelinda, quindim. Miquela, o mela-mela. E mané, capilé. Roldão dão-da-ra-rão soltava rojão. Seu Agnelo consertava chinelo. Seu Galvão, caneca de latão. Só um José nada fazia: brincava feito criança, com tabuinhas de construção. Zé Prequeté, tira bicho de pé, pra tomar café... A gente cantava e José olhava perdido um mundo só dele conhecido. Farinha de Suruí com pinga de Parati é a conta de comer e cair. Que fim levou a farinha? Marica levava a farinha e trazia beiju. E o parati tomava seu abreu. Se ele não pagar, nem eu. Pra onde foi Rosinha? Desandou o doce ou desandou ela? Pra onde levaram Sinhá piruliteira? Acaso se acabou, espetada num palito? Pára aí, Paraíba! Se foram com o rio, talvez? São João da Barra! Assim contava meu pai, ele conhecia o lugar. Meu pai gostava de leite, detestava leitão. E eu gostava de Rita. Rita, Rita, Rita do nariz arrebita! Quem não gostava era o pai dela: -Homem com homem, mulher com mulher; faca sem ponta, galinha sem pé! Assim ele dizia e a Rita pra casa ia. E do jeito que ela ia, tudo mais se foi. Foram-se os peixes e as flores, o cravo e a rosa, as hortênsias e a malva cheirosa. Foi o Zé Prequeté com seu bicho de pé. Roldão dão-da-ra-rão, dependurado num rojão; e Mané Capilé, agarrado ao buscapé. E o pai de Rita pra onde foi, com sua faca sem ponta, sua galinha sem pé? Pra onde foram Dadá, Zelinda e Marica? Pára aí, Paraíba! E ele parava? Só esbarrava no mar. Pra onde foi o meu pai? E minha mãe por onde anda? São João da Barra? O meu reino ia da serra a serra. A da mantiqueira era verde, a do mar era azul. Mas, além das serras, havia um mundo inteiro. E eu nem imaginava.
Texto completo, retirado do livro "Balada do Paraíba", Editora lê S/A, do autor Luiz Galdino. Notas sobre o autor: Luiz Galdino é paulista de Caçapava, Vale do Paraíba, a região que serviu de cenário para este texto maravilhoso. Luiz Galdino publicou mais de 50 títulos para jovens, adolescentes e crianças, obtendo com eles mais de 20 premiações no Brasil e exterior. Alguns desses livros venderam perto de l milhão de exemplares, demonstrando que o público endossou as escolhas da crítica. Entre os livros mais conhecidos nessa faixa de público, cita A Vida Secreta de Jonas, Pega Ladrão, O Fantasma que Falava Espanhol, O Destino de Perseu, O Brinquedo Misterioso, Moleque de Rua, Os Cavaleiros da Távola Redonda e Saudade da Vila. Desses 50 títulos, 5 foram selecionados para o acervo permanente da Biblioteca da Juventude de Munique, Alemanha, que escolhe, todos os anos, as melhores obras para jovens publicadas em todo o mundo. E, entre esses 5 títulos destacados, um - Saruê Zambi - entrou também para um catálogo muito especial"As Melhores Histórias de Guerra e Paz de Todos os Tempos", daquela Biblioteca. Este é o único livro brasileiro da lista. Quatro livros foram selecionados para exposição e acervo da Feira de Bologna, Itália. As histórias "Çarungaua" (infantil) e Gavião-Rei (adulto) foram traduzidas e publicadas no México e Estados Unidos. E, ademais, a obra, de modo geral, vem sendo estudada e transformada em temas de teses uiversitárias na Holanda, Japão e Brasil, claro.
Taí uma boa dica para trabalhos escolares e contações de histórias para nossos alunos sanjoanenses! Lembrem-se também de trabalharem com o livro para o seguimento infantil do nosso escritor sanjoanense Carlos Sá, intitulado "As aventuras de Pombote"! É maravilhoso! Abraços Andre Pinto.