segunda-feira, 29 de setembro de 2008

MOVIMENTO EM PROL DO SALVAMENTO DAS ILHAS DO RIO PARAÍBA SE INTENSIFICA

CAMPANHA MOVIDA PELO SITE http://www.ilhasdoparaiba.blogspot.com/ ESTÁ TENDO VÁRIAS ADESÕES E PRETENDE MOBILIZAR A SOCIEDADE PARA A PROBLEMÁTICA DO SUMIÇO DAS ILHAS FLUVIAIS NO NOROESTE FLUMINENSE COM A CONSTRUÇÃO DE HIDRELÉTRICAS;
ASSINE O MANIFESTO !!! ENTRE NO LINK DO ABAIXO-ASSINADO A SEGUIR: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1558
VEJA UM TRECHO DO SITE:
"Saudações,
Seja bem vindo ao centro de discussões sobre a importância de conservar os remanescentes de fauna e flora do maior arquipélago fluvial do Rio Paraíba do Sul.
Aqui você vai encontrar informações sobre o Rio Paraíba do Sul e entender por que precisamos impedir que alaguem o Domínio das Ilhas Fluviais com a possível construção de 3 hidrelétricas (Itaocara, Barra do Pomba e Cambuci), ambas na região do Noroeste Fluminense.
Antes de tudo, é necessário ressaltar que estamos falando de um arquipélago com aproximadamente 700 ilhas! Nas ilhas, assim como nos seus entornos ainda são encontradas espécies ameaçadas de extinção, mas que terão suas populações drasticamente afetadas, podendo inclusive, desaparecer rio acima e abaixo dos empreendimentos hidrelétricos.Se construídas, duas importantes rotas migratórias serão interrompidas, o que impedirão a reprodução de determinadas espécies de peixes e crustáceos.
Tal fato, inevitavelmente acarretará na diminuição dos estoques pesqueiros e em alguns casos, na extinção de espécies, como exemplo a lagosta de São Fidelis (Macrobachium carcinus),a piabanha (Brycon insignis) dentre outras espécies aquáticas.
No lado sócio econômico, centenas de pescadores artesanais terão suas rendas comprometidas devido a redução dos estoques pesqueiros. Este fato não é um problema pontual pertinente apenas a estes três novos empreendimentos hidrelétricos, mas sim, inerente a centenas de outros empreendimentos espalhados pelo Brasil.
Por isso, alie-se a esta campanha! "
NÃO AFOGUEM AS ILHAS DO PARAÍBA !
(A ONG COCIDAMA DE SÃO JOÃO DA BARRA ESTÁ NA CAMPANHA!)
Segundo o site em questão, serão aproximadamente 700 ilhas inundadas!
"A falta de consciência na utilização dos recursos hídricos no vale do Paraíba chegou a um ponto crítico. Além da devastação ambiental resultante do crescimento urbano descontrolado e o abandono da região noroeste do estado do Rio pelas políticas públicas, grandes corporações, aproveitando-se da carência das comunidades ribeirinhas, vêm explorar ainda mais sob a bandeira de um falso desenvolvimento, justificando a extinção do maior arquipélago fluvial do Estado do Rio de Janeiro (Domínio das Ilhas Fluviais) com argumentos de geração de emprego e renda inconsistentes, comprometendo a integridade desse importante recurso hídrico.
A construção de 3 hidrelétricas (Itaocara, Barra do Pomba e Cambuci) no rio Paraíba do Sul ocasionará impactos irreversíveis a fauna e a flora da região, o que afetará diretamente as comunidades tradicionais que estão ligadas a pesca.
Espécies ameaçadas de extinção, como o cágado-do-Paraíba (Mesoclemmys hogei), único quelônio de água doce brasileiro ameaçado de extinção; as espécies de peixes piabanha (Brycon insignis), o surubim-do-Paraíba (Steindacheneridion parahybae) (endêmico da bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul), o caximbau-boi (Pogonopoma parahybae) e o crustáceo lagosta-de-São Fidélis (Macrobachium carcinus), que ainda ocorrem no Domínio das Ilhas, estarão comprometidas.
Tais ocorrências ainda são possíveis, pois ainda existe um significativo trecho do rio ainda não interrompido por barragens hidrelétricas possibilitando assim, áreas de alimentação, abrigo e reprodução para estas espécies. Este importante trecho contínuo, ou seja, não fragmentado, está situado entre a Usina Hidrelétrica Ilha dos Pombos, em Além Paraíba – MG, e a foz do rio Paraíba do Sul, em São João da Barra – RJ, perfazendo um total de 250 quilômetros lineares de trecho ininterrupto.
Uma vez fragmentado, ocorrerá um significativo desarranjo na composição da fauna aquática o que comprometerá a sobrevivência de muitas espécies vegetais e animais.Uma das justificativas para esse impacto ambiental será a geração de emprego para as comunidades da área de influência dos empreendimentos.
Vale ressaltar que tais empregos não serão disponibilizados todos ao mesmo tempo, mas sim, de forma escalonada respeitando o cronograma de execução das obras. Uma vez em operação, serão disponibilizados apenas 20 a 30 empregos, por empreendimento, sendo os demais trabalhadores dispensados, voltando tudo a estaca zero.
Terminado o período das grandes contratações terá sido estratégico sacrificar o emprego de vários chefes de família ligados a pesca artesanal em função da geração de uma pequena quantidade de energia elétrica? Se considerarmos o contingente de pescadores dos municípios fluminenses Carmo, Cantagalo, Santo Antônio de Pádua, Itaocara, Aperibé, Cambuci e São Fidélis, e dos municípios mineiros Pirapetinga, Volta Grande e Estrela Dalva serão aproximadamente 600 pescadores, que vivem parcialmente e integralmente do pescado, que terão suas receitas drasticamente diminuídas.
Trocar 600 empregos ligados à pesca por 60 empregos especializados ligados ao setor elétrico: será esta a matemática socioambiental que resolverá os problemas da região noroeste fluminense? Será este o modelo de sustentabilidade que precisamos para o Norte e o Noroeste do Estado do Rio de Janeiro? Além do desaparecimento das espécies animais, da flora e da pesca artesanal, será extinta uma das mais belas paisagens do rio Paraíba do Sul: as corredeiras com suas belas ilhas fluviais. A beleza natural deste trecho, tem um potencial turístico imenso, até então não explorado.Visando impedir uma atrocidade ambiental dessa magnitude a Rede de Ongs da Mata Atlântica está lançando a campanha “Não afoguem as ilhas do Paraíba”, uma iniciativa que pretende impedir a construção dessas barragens, para preservar a fonte de renda das comunidades e garantir a sobrevivência das espécies de fauna e flora da região.Não podemos deixar que destruam este patrimônio natural nacional. Temos que impedir que afoguem as ilhas do Paraíba."

domingo, 28 de setembro de 2008

ESPORÕES DE LOBITO EM ANGOLA SERIAM MODELOS PARA ATAFONA?

FOTOS: ESPORÕES DE LOBITO , ANGOLA. ANDRÉ PINTO ENTROU EM CONTATO COM ANGOLANOS PARA SABER INFORMAÇÕES SOBRE A CONTENÇÃO DE PROCESSO EROSIVO EM LOBITO E SE O MESMO PROCEDIMENTO PODERIA SER ADOTADO EM ATAFONA, SÃO JOÃO DA BARRA. VEJA A CARTA ENVIADA:
"Prezado Editor do Blog,
Primeiramente, gostaríamos de dizer que adoramos o vosso blog! É excepcional! Muito inteligente mesmo! Nós aqui do Brasil, especificamente da cidade de São João da Barra, ao norte do Estado do Rio de Janeiro, gostaríamos de saber mais sobre os esporões de Lobito.
A nossa cidade, na localidade de Atafona que é uma praia que vive do turismo, sofre processo de erosão costeira por mais de 50 anos e tivemos 14 ruas e 400 casas devoradas pelo mar, dentre as quais um posto de gasolina, uma coooperativa de pesca, frigoríficos de pescado etc. Não foi feito nada ainda para a contenção das ondas neste local.
Como vi na internet o caso dos esporões de Lobito, fiquei curioso em ter mais notícias. Gostaríamos que vocês, pela competência já demonstrada em suas edições, publicassem no blog se o problema de lobito foi resolvido com as construções dos esporões, pois nos seria de grande valia ter esta informação e trocarmos idéias atrávés de nossos blogs.
Eu tenho um blog ambiental (veja endereço abaixo), onde poderemos fazer uma espécie de correspondência (Angola-Brasil). Eu tenho um irmão angolano chamado José Carlos Coutinho Domingos, proveniente de Luanda, de Sambi Zanga, e ele viu o blog de vocês e se encantou juntamente comigo.
Ele está aqui há 18 anos e depois da paz em Angola ainda não voltou para ver os seus familiares. Eu sou funcionário da Prefeitura de São joão da Barra na área ambiental e estamos preocupados com a erosão, pois teremos um Porto chamado "Porto do Açu" em São João da Barra para transportar minério de ferro e a construção de seu pier poderá afetar ainda mais o processo erosivo por nós vivenciado.
Gostaríamos, então, de manter contato com vocês, pode ser? Grande abraço,
Parabéns pelo Blog. Atenciosamente
André Luiz Rodrigues Pinto
Membro da Comissão de Acompanhamento e Avaliação de Projetos Especiais para o Porto do Açu - CAAPES"
SÃO JOÃO DA BARRA, 28 DE SETEMBRO DE 2008.
FOTO: VISÃO DA FOZ DO RIO PARAÍBA DO SUL POR SATÉLITE, ONDE HÁ O FENÔMENO DE EROSÃO COSTEIRA EM ATAFONA,
ENTENDA MAIS SOBRE OS ESPORÕES NA PRAIA DE LOBITO
Casos de aplicação dos esporões
Um esporão é caracterizado essencialmente por ser uma obra transversal e por atuar por modificação no transporte litoral. As finalidades com que se constroem esporões podem reunir-se nos grupos seguintes: a) Estabilizar uma praia sujeita a períodos intermitentes de recuo e avanço. b) Construir ou alargar uma praia, por retenção do transporte litoral. c) Evitar a saída de material de uma praia sub-alimentada e que interessa conservar. d) Evitar o assoreamento de uma zona a sotamar, atuando como obstáculo litoral. Os casos a), b) e c) referem-se propriamente a erosão costeira, enquanto que o caso d), situando-se num plano oposto, tem interesse quando se pretende proteger a embocadura de um porto ou de um canal navegável contra a entrada de aluviões.
A titulo de exemplo do caso b) pode apontar-se o do esporão construído no Estoril com o fim de alargar a praia. Aqui existia um transporte litoral dirigido sempre no mesmo sentido (de oeste para leste) qualquer que fosse a direção da agitação exterior. Estava naturalmente indicada a aplicação de um esporão, o qual construído deu ótimos resultados. Convém, no entanto, esclarecer que o efeito de retenção do esporão foi auxiliado com enchimento artificial, uma vez que o transporte litoral, embora de sentido constante, era bastante reduzido. A praia atingiu uma situação de equilíbrio compatível com as condições locais.
O caso c) (evitar a saída de material de urna praia sub-alimentada) pode ser ilustrado com o que se passou na zona da Costa Nova. Devido às obras construídas na embocadura da ria de Aveiro (prolongamento do molhe norte e construção do molhe sul), o caminhamento de areias que se faz, em resultante, de norte para sul foi fortemente modificado, ficando grande parte do material retido a norte do molhe norte. Resultou daqui que as praias a sul (Costa Nova) passaram a estar sub-alimentadas e rapidamente entraram em erosão. Para se evitar a saída de material dessas praias foi construído um campo de esporões, o qual, foi auxiliado por defesa longitudinal aderente.´
Finalmente refere-se a aplicação de esporões como obstáculos litorais destinados a evitar assoreamentos. Um caso típico é o da restinga do Lobito, flecha de areia que, avançando a uma velocidade de cerca de 20m por ano, ameaçava fechar a baia onde se situa um importante porto. A análise do problema, comprovada por ensaios em modelo reduzido, mostrou que o avanço da restinga poderia ser evitado mediante a construção de um campo de esporões devidamente concebido e programado.
Campo de esporões do Lobito (Angola)
A construção do campo de esportes encontra-se em curso com bons resultados. Este é um dos casos em que o transporte litoral se apresenta permanentemente no mesmo sentido e onde, portanto, seria de esperar que o emprego de esporões conduzisse a bons resultados. Limitações dos esporões a) O fato de os esporões atuarem fundamentalmente como retentores do material em movimento leva à conclusão de que o emprego destas obras de defesa só será eficaz se existir um transporte sólido litoral de sentido praticamente constante. A existência deste transporte sólido implica, por sua vez, a existência de uma fonte de alimentação de areias e, por outro, uma certa obliquidade das ondas em relação à costa. Não será portanto de recorrer ao uso de esporões se não puder dispor-se de uma fonte de alimentação, a menos que se recorra à alimentação artificial, a qual, no entanto, deverá ser efetuada com uma certa periodicidade. A este assunto se voltará mais adiante.
b) O maior inconveniente no emprego dos esporões reside no fato de a Interrupção parcial ou total do transporte sólido originar erosões por vezes muito graves na zona de sotamar do esporão, que se viu privada da sua alimentação em sedimentos. Dai que um esporão raramente é construído isoladamente, mas sim em grupos que cobrem em geral toda a zona afetada, constituindo o que se designa por "campo de esporões". Contudo, mesmo neste caso, a zona imediatamente a sotamar é normalmente sede de escavações que chegam a pôr em risco a estabilidade da obra, sobretudo se sé tratar de uma estrutura rígida. Cita-se como exemplo o caso dos esporões de defesa das praias da Beira, cuja estrutura, de betão armado, foi por vezes destruída em virtude de escavações junto à face de sotamar. Para fazer face às erosões verificadas junto à face de sotamar dos esporões podem empregar-se as seguintes medidas: 1º Paredão a sotarnar - Esta medida tem sido usada desde há muito tempo, e pode ter efeitos satisfatórios quando a erosão que se verifica na extremidade do paredão não for muito violenta. 2º Esporão auxiliar - Um segundo esporão, de menor importância e colocado em V em relação ao primeiro, evita a erosão na vizinhança Imediata do esporão principal, mas é um método caro e o seu efeito limita-se a uma área pequena. 3º esporões em T – Nestes esporões as correntes de onda, originadas pelo efeito da difração, provocam a acumulação do material de ambos os lados do esporão (1), embora esta seja mais importante de lado de barlamar. 4º Esporões em L – Nestes esporões o quebra-vagas paralelo à costa, provoca, pelo mesmo efeito da difração, a acumulação de material na zona imediatamente a jusante do esporão. 5º Esporões em Z – Estes esporões têm o mesmo efeito que os anteriores, mas apresentam a vantagem de serem normalmente mais baratos do que os esporões em L, em virtude de o quebra-mar- ficar situado em menores profundidades. 6º Alimentação artificial - A alimentação artificial constitui um outro método de proteção contra as erosões verificadas na zona de sotamar dos esporões. (1) o efeito de quebra-vagas que constitui uma das partes do T é o mesmo que se verifica num quebra-vagas isolado.

sábado, 27 de setembro de 2008

LIVROS DE JOÃO OSCAR SÃO VENDIDOS NA MAIOR LIVRARIA DO PAIS PELA INTERNET

FOTO 1: ACIMA O LIVRO "A SAGA DE UM HERÓI NEGRO" E ABAIXO O LIVRO "JUVENTUDE VERMELHA".
FOTO 2: O ESCRITOR JOÃO OSCAR, QUANDO ERA VIVO, CONTANDO PASSAGENS INTERESSANTES DO LIVRO "JUVENTUDE VERMELHA".
A livraria Siciliano, uma das maiores livrarias do país, disponibilizou em seu famoso site de venda direta aos leitores brasileiros, duas conhecidas obras do escritor sanjoanense João Oscar do Amaral Pinto, "A Saga de Um Heroi Negro" e "Juventude Vermelha". O leitor pode consultar no site o prazo de entrega e o preço de cada exemplar. Sendo uma maneira prática de se adquirir obras literárias através da internet, a família Pinto está orgulhosa com mais esta divulgação do historiador, poeta, advogado e professor que foi o querido João Oscar. Para o leitor que quiser encontrar estes dois exemplares, acesse o site :
* Contribuição de Luiz Alberto Pinto (Filho mais velho do autor)

UM PERFIL DA USINA BARCELOS EM 1916

Conforme anunciado neste blog, André Pinto traz para o(a) querido(a) leitor(a) deste blog uma série de curiosidades sobre a Usina Barcelos, através de uma publicação intitulada "A Riqueza do Município de Campos" de 1916, da Brandão e Comp. ( da Biblioteca Wellington Paes).
Vale ressaltar que o Ministério Público Estadual vem adotando, atualmente, medidas legais para que o Grupo Othon se adeque às normas ambientais vigentes para minimizar os impactos ao meio ambiente a à população de Barcelos.
USINA BARCELOS EM 1916
FOTO 1: MOENDAS - TRÍPLICE PRESSÃO COM KRAGESC

FOTO 2: CENTRÍFUGAS - TURBINAS

FOTO 3: APARELHOS DE CRISTALIZAÇÃO - VÁCUOS POSIÇÃO TOPOGRÁFICA- está situada à margem direita do rio Paraíba do Sul, a dezesseis quilômetros da bela cidade de Campos pela estrada de rodagem, e a quinze quilômetros pela estrada de ferro Leopoldina Railway Company (ramal de S. João da Barra). Em frente à usina está situada a estação Barcelos.

FUNDAÇÃO - foi fundada em 1877 pelo Barão de Barcelos, e é uma das mais antigas do Brasil.
estiveram presentes à festa inaugural, que foi soleníssima, o imperador D. Pedro II, a Imperatriz Thereza M. Christina, as demais pessoas da Família Imperial e a sua comitiva. Revestiram-se de tanto esplendor os festejos, que constituíram um dos maiores acontecimentos da época.
CAPACIDADE - sua capacidade primitiva era de 35.000 a 40.000 sacos; mas durante 39 anos, tem sido renovada e modificada várias vezes, até chegar à capacidade atual, calculada em 90.000 a 100.000 sacos, de 60 quilos cada um. Há uma parte predial do estabelecimento fabril relembrando a época da inauguração e os primeiros tempos que se seguiram.
CONSTRUÇÃO - A construção é de ferro e alvenaria, com amplitude suficiente para comportar toda a moderna aparelhagem que a fábrica possui, como se vê, à luz da respectiva descrição ilustrada. Consta de vários corpos, que se destinam as suas seções competentes, formando uma área total de superfície coberta de 2.823 metros quadrados.
PLANTAÇÕES - a fábrica é possuidora de diversas fazendas limítrofes entre si e a usina, com uma superfície total de 1.040 alqueires de 100 braças por 100, equivalente a 5.033 hectares. Uma considerável parte das terras é aproveitada na lavoura de canas, de diferentes qualidades e as restantes servem para pastagens, criadouro, e contém matas de que se extraem grande quantidade de combustível para as fornalhas da fábrica.
TRANSPORTE - pertencem à usina 22 quilômetros de linha férrea, bitola igual a da Leopoldina. A lina tem seus desvios necessários e constitui, pelo seu tráfego, o maior movimento agrícola das propriedades (as Fazendas) da firma e de particulares (colonos). 75 vagões, de 06 a 12 toneladas e 3 locomotivas, fazem o transporte da lenha, da cana e de seu produto, já por nossas linhas, já pelas da Leopoldina, com a qual existe contrato de tráfego ligado à Estação Barcelos (ramal da Estrada de Ferro).
USINA - é movida a vapor por meio de 4 geradores e tem uma capacidade total de 500 metros quadrados de superfície de aquecimento. Consome lenha e bagaço; a lenha na proporção de 36 metros cúbicos em 24 horas. A tiragem das fornalhas dos citados geradores, é feita por uma grande chmainé de alvenaria, com 40 metros de altura. Devemos dizer que o combustível que se emprega nesta usina, bem assim em Dores e Santo Antônio, propriedades da firma, é extraído, em pequena proporção das fazendas próprias, da planície de Campos, e, em grande proporção das fazendas, também próprias, do importante ramal de Carangola; a lenha vem, não só por via terrestres, pelo tráfego de seus ramais ligados aos da Leopoldina, ou por via fluvial, do rio Muriaé e do Paraíba.
MOENDAS -A grande moenda, de tríplice pressão, tem onze cilindros de 30 x 54 polegadas, com capacidade para 450 toneladas de cana durante 24 horas. A primeira fase consta de dois cilindros em forma de zig-zag, que prepara as canas para entrarem no primeiro grupo de três cilindros (pressão), passando o bagaço para o segundo grupo (repressão) e deste para o terceiro e último (tríplice pressão). O transporte entrew os grupos aludidos é feito por esteiras mecânicas, de aço flexivel, que descarregam o bagaço do último grupo de moendas, conduzindo-o a um aparelho que o distribui, automática e proprocionalmente, ás 4 fornalhas correspondentes aos geradores. Esta moenda é acionada por uma máquina a vapor de 300 cavalos, convenientemente provida das engrenagens necessárias e aperfeiçoadas. O caldo extraído das moendas na proporção de 77% sobre o peso da cana é sulfitado, depois de passado por um esquentador, e distribuído pelos 8 defecadores instalados no terceiro plano da fábrica. Uma vez defecado e conduzido por meio de bomba aos classificadores e destes aos filtros de areia - sistema Daneck. que em número de 6 estão instalados no 2º plano, as espumas do mesmo caldo são transportadas para 2 grandes filtros prensas de 60 metros quadrados de superfície cada um, instalados na parte baixa, onde sofrem o processo de pressão, por meio de uma poderosa bomba automática, saindo por um lado o caldo limpo e por outro as impurezas em forma de massa compacta aproveitável como adubo químico de primeira ordem.
(continua semana que vem)
*Pesquisa por André Pinto

ITAÚ LANÇA O PROGRAMA ECOMUDANÇA

São Paulo, SP
- O Itaú acaba de lançar o Programa Ecomudança, que tem como objetivo fomentar projetos de redução de emissão de gases de efeito estufa, desenvolvidos por organizações sem fins lucrativos. Para isso, o Programa Ecomudança 2008 repassará, por meio de apoio financeiro, R$ 182.586,63 para até cinco projetos com foco em eficiência energética, energia renovável ou manejo de resíduos, valor correspondente a 30% da taxa de administração dos fundos Itaú DI Ecomudança e Itaú RF Ecomudança, apurada entre 31 de agosto de 2007 e 1º de setembro de 2008. As inscrições para o Programa, gratuitas, estão abertas no período de 15 de setembro a 31 de outubro de 2008, por meio do site www.itau.com.br/ecomudanca.
“As organizações não-governamentais são importantes parceiros da sociedade e do governo na busca por alternativas eficientes de consumo energético no País. Ao criarmos o Programa Ecomudança, queremos contribuir com este debate, incentivando as boas práticas e colaborando para a multiplicação dos melhores modelos”, afirma Moacyr Castanho, diretor de Gestão de Produtos de Investimento do Itaú.
Para selecionar os projetos das ONGs participantes com o tema Eficiência Energética, o Programa Ecomudança avaliará qualquer intervenção realizada em uma condição pré-existente de uso de energia elétrica ou térmica, que tenha como objetivo promover a redução de seu consumo específico, garantindo a mesma ou maior capacidade de trabalho. Já no tema Energia Renovável, serão avaliados projetos que promovam o uso de fontes de energia renovável, ou seja, que se renovam em períodos curtos de tempo, como a solar, eólica, hidroelétrica e da biomassa (etanol, biodiesel, etc). E no tema Manejo de Resíduos, será considerada a promoção do retorno de materiais utilizados dentro de seus ciclos produtivos, possibilitando seu reaproveitamento. As inscrições estão abertas a organizações sem fins lucrativos constituídas no Brasil, com sede no território nacional, que sejam responsáveis diretas por um projeto ambiental no País relacionado aos temas citados. A análise dos projetos será realizada em parceria com o Instituto Ekos Brasil, e a divulgação dos vencedores será realizada em março de 2009.
Ecomudança
Lançado em agosto de 2007, o fundo Itaú RF Ecomudança trouxe um diferencial inédito ao mercado: permitir ao investidor aplicar recursos e, ao mesmo tempo, compensar as emissões de gases causadores do efeito estufa. Neste ano foi lançada uma variação do fundo, com o mesmo objetivo, o Itaú DI Ecomudança. Os fundos foram criados com o objetivo de destinar 30% da sua taxa de administração para o apoio de ações ambientais de organizações não-governamentais que visam a redução da quantidade de CO2 (dióxido de carbono) no ar, principal fator responsável pelo aquecimento global.
Para auxiliar o investidor interessado em compensar suas emissões de carbono foi desenvolvido um simulador de emissões de CO2. Basta acessar o site do Itaú, www.itau.com.br, selecionar Investimentos e em seguida Fundos e responder a um breve questionário na página dos fundos Itaú DI Ecomudança ou Itaú RF Ecomudança, clicando sobre “Simule suas emissões de CO2”.
Sustentabilidade no Itaú
Ao longo de sua história, o Itaú procura combinar consistente desempenho financeiro com atitudes que privilegiam a ética, a transparência no relacionamento com clientes, colaboradores, acionistas e comunidade e a competência gerencial, colocando-se a serviço da sociedade na busca conjunta de soluções para os problemas sociais e ambientais. Em linha com esses valores, o Itaú é a primeira empresa brasileira a se associar à AccountAbility, organização internacional criada em 1995 com o objetivo de promover inovações e a disseminação de práticas socialmente responsáveis. Considerada hoje uma referência, entre as iniciativas da AccountAbility merece destaque a AA1000, um conjunto de diretrizes ligadas à ética e à responsabilidade social, cuja adoção é passível de auditoria externa.
O Banco Itaú e o Itaú BBA reafirmaram seu compromisso aderindo à versão revisada dos Princípios do Equador em julho de 2006, por meio dos quais se comprometem a observar a política social e de meio ambiente da IFC (Internacional Finance Corporation), organismo do Banco Mundial, nas operações de financiamento de projetos. Atual líder do comitê diretivo dos Princípios do Equador, o Itaú aplica critérios socioambientais a projetos com valor a partir de R$ 5 milhões - além do estabelecido pelo conjunto de diretrizes. A instituição também tem também investido em programas de ecoeficiência desde 2004, com o objetivo de reutilização de água e reciclagem de materiais diversos.
O Itaú é a única instituição financeira da América Latina a integrar o Dow Jones Sustainability World Indexes (DJSI) desde seu início, em 1999, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Foi avaliado, em 2007, pela terceira vez consecutiva, como o banco mais ético e mais sustentável entre os maiores bancos da América Latina, pela Latin Finance/Management & Excellence. Foi também o primeiro banco estrangeiro, com negociações na Bolsa de Valores de Nova York, a atender às exigências da Sarbanes-Oxley.
Relações com Imprensa Banco Itaú - (55 11) 5019-8880/ 8881 /
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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

QUESTÃO DA ODEBRECHT NO EQUADOR É POLÍTICA

Ministro das Relações Exterior disse: questão da Odebrecht no Equador é política.
TÂNIA MONTEIRO E NALU FERNANDES - Agencia Estado
NOVA YORK - Em uma clara demonstração de que o governo brasileiro está convencido que os arroubos contra a Odebrecht e as ameaças de não pagamento do empréstimo do BNDES para a construção da usina hidrelétrica no Equador fazem parte do clima eleitoral, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse hoje que não acredita que haja qualquer evolução nesta discussão até o próximo domingo, data do referendo no qual o governo daquele país pretende aprovar o projeto de Constituição, crucial para sua proposta de "refundar o Equador"."De ontem para hoje não houve nenhuma evolução e não acredito que haja até domingo", declarou o ministro. Ele afirmou, no entanto, "que está atento" ao caso. Segundo Amorim, "o Brasil acompanha com preocupação" os últimos acontecimentos no País. "Mas é preciso esperar para ver como as coisas se desenvolvem nos próximos dias", disse.Celso Amorim tentou minimizar a possibilidade de o BNDES poder levar um calote e não receber os US$ 243 milhões emprestados para a construção da usina. "Eu não vejo muito como este calote no BNDES pode ocorrer. O empréstimo do BNDES é para empresa e a garantia é a CCR e não conheço nenhum caso de descumprimento do CCR", declarou, referindo-se ao Convênio de Crédito Recíproco (CCR). "Seria uma imensa surpresa."O ministro observou ainda que pelo que foi informado, a Odebrecht já admitiu que "houve erros involuntários e que está disposta a assumir esta parte". E emendou: "se houve isso, não há razão para deixar de pagar". Amorim comentou ainda que evidentemente o governo brasileiro sempre procura "defender e proteger as empresas brasileiras. E completou: "mas não podemos julgar totalmente o mérito da questão. E nem temos meios técnicos para isso". Ele disse ainda que "se a companhia propôs uma arbitragem, uma auditoria imparcial internacional, seria uma coisa boa".

domingo, 21 de setembro de 2008

PORTO SUL EM ILHÉUS SE PARECE COM PORTO DO AÇU E VIVE O MESMO PROBLEMA

PLANTA DO PORTO SUL EM ILHÉUS - MERA SEMELHANÇA COM O PORTO DO AÇU...
NO PROGRAMA DO REPÓRTER-ECO DESTE DOMINGO 21/09/08 MUITAS QUESTÕES FORAM LEVANTADAS PELA CONSTRUÇÃO DE UM MINERIODUTO E UM PORTO EM ILHÉUS. VEJA O QUE É O PORTO SUL.
PORTO SUL EM ILHÉUS - UM PORTO E MINERIODUTO PARA A BAHIA
O escoamento da produção da jazida de ferro da região de Caetité, distante 757 quilômetros de Salvador, é um dos projetos-âncora do Complexo Portuário Porto Sul, que será construído na área da Ponta da Tulha, em Ilhéus.
Com investimento de US$ 1,6 bilhão e explorada pela Bahia Mineração Ltda, a mina vai possibilitar a extração de 25 milhões de toneladas de ferro por ano, o que levará a Bahia ao posto de terceiro maior produtor de minério de ferro do país, ao lado de Carajás, no Pará, e do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais.
O superintendente de Comércio e Serviços da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado (Sicm), Antônio Celso Pereira Filho, afirma que o projeto prevê a instalação, até o ano de 2010, na região de Caetité, de uma das mais modernas mineradoras de ferro do mundo – um complexo composto de mina, unidade de concentração de minério, minerioduto e adutora de abastecimento de água, utilizada para o escorrimento do minério concentrado nos dutos.
Nos estágios iniciais de estruturação do projeto há o processo de mineração e beneficiamento do minério e a construção de um minerioduto de 400 quilômetros, que conduzirá o ferro concentrado (transformado numa espécie de polpa) até o novo porto, também integrante do sistema.
Segundo o superintendente, a jazida de minério de ferro já era conhecida, mas passou a ser explorada a partir do aumento do valor da commodity, causado, principalmente, pela grande demanda de países como China e Índia. O principal destino de exportações da Bahia Mineração é mesmo o mercado asiático, mas o protocolo de intenções assinado entre a empresa e o Governo do Estado, em março de 2007, prevê que, se houver igualdade de preço para a venda do mineral para clientes nacionais ou estrangeiros, a prioridade será dada ao mercado interno.
Porto Sul
O novo complexo portuário tornará viável a exportação do minério de ferro da grande jazida de Caetité. A área total que será concedida à Bahia Mineração, no Porto Sul, tem previsão ideal de 498 hectares, demarcados no limite norte da Poligonal, no extremo oposto ao Aeroporto Internacional de Ilhéus – um dos braços do sistema intermodal de transporte, que inclui também a Ferrovia Oeste-Leste, hidrovia e rodovia. A ferrovia também convergirá para o novo porto de Ilhéus, fazendo a ligação deste município com os estados de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Distrito Federal.
O investimento total do projeto é da ordem de R$ 4 bilhões. A estimativa é que os três blocos principais de ferro já detectados na região têm reservas de quase 4 bilhões de toneladas. Além do ferro do Caitité, volumes potenciais de outros jazimentos minerais espalhados pelo território baiano – uma área que estende-se por parte do sudoeste até o município de Xique Xique, no Vale do São Francisco – terão como ponto de embarque para exportação, o Porto Sul.
O complexo portuário, integrado ao sistema intermodal de transporte, fará da Bahia mais um corredor de comércio exterior do Brasil, agilizando o escoamento de minérios, grãos e cargas conteinerizadas. Pereira Filho enfatiza que o projeto é de grande importância para o desenvolvimento sócio-econômico do sul do estado, com previsão de gerar de 8 a 10 mil empregos na primeira fase de implantação.
Além de solucionar o problema de gargalo dos portos da Bahia, o Porto Sul será ainda ponto de apoio para outros estados que estejam com saída de portos comprometidos, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo.
Outra meta significativa é criar mecanismos de atração de importações para o novo complexo portuário, por meio de programa específico de incentivos fiscais, e da instalação de grande terminal de conteiners – equipamento necessário para se operar as cargas com real valor agregado na corrente de comércio exterior.
A escolha da Ponta da Tulha para a implantação do complexo portuário resultou de um amplo estudo que levou em conta desde o início as questões ambiental e social. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e o Centro de Recursos Ambientais, participaram, junto com as secretarias da Indústria, Comércio e Mineração, Planejamento, Infra-estrutura e a Casa Civil, dos processos de pesquisa, priorizando o distanciamento e a preservação de áreas de proteção ambiental.
Além disso, o Porto Sul será “off shore”, com as embarcações atracando a 3 quilômetros da praia, evitando danos para o ecossistema local. As profundidades naturais são excelentes nesse sítio, chegando a 19 metros a 2,7 quilômetros da praia, com fundo rochoso livre de assoreamento. Nas áreas operacionais imediatamente contíguas à ponte, haverá sempre a formação de cinturões verdes com espécies nativas dos biomas e de mata atlântica ao redor de cada construção.
O QUE O INSTITUTO FLORESTA VIVA ACHA DO EMPREENDIMENTO PORTO SUL DA BAHIA?
Desde que o governo da Bahia anunciou, em janeiro deste ano, um novo porto internacional na costa entre Ilhéus e Itacaré, a sociedade civil em Ilhéus debate intensamente, sem a atenção da mídia brasileira e internacional. Denominado Porto Sul, o projeto contempla recursos de R$ 4 bilhões e, segundo o anúncio oficial, envolve aeroporto internacional, ferrovia Oeste Leste, minérioduto, retroporto, e uma nova zona industrial. O concreto agora é o escoamento do minério de ferro de Caetité para a China. A cidade, mais conhecida na Bahia pela produção de urânio, estaria sendo conectada a Ilhéus através de parceria público privada com a Bahia Mineração Ltda. O Diário Oficial do dia 19 de março anunciou a abertura de 10 mil empregos.
Em 4 de janeiro, o governo criou um GT entre as secretarias do governo para gerar um estudo preliminar, capaz de selecionar áreas potenciais para a construção do porto. A primeira apresentação dos estudos, a um mês atrás, indicou que a melhor área fica a 20 Km da cidade de Ilhéus, ao lado de uma imensa lagoa natural, conhecida como Lagoa Encantada. O mirante de Serra Grande seria impactado pela nova imagem, com um porto em alto mar e grandes navios ao seu lado.
O Sul da Bahia possui extensas praias ainda preservadas, conhecidas como das mais bonitas do Brasil. Itacaré é um dos destinos mais citados pela mídia especializada desde que a rodovia, em 1998, a ligou a Ilhéus, 65 Km ao sul. Conhecida como estrada parque e construída com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, toda ela passa por áreas de proteção ambiental. O Ministério do Meio Ambiente elegeu esta região como área prioritária para implementar corredores ecológicos, já tendo investido no Parque Estadual da Serra do Conduru para a elaboração do Plano de Manejo, com recursos do Banco Mundial. A APA de Itacaré Serra Grande hospeda florestas com altíssima diversidade de árvores lenhosas, Record mundial detectado pelo New York Botanical Garden e CEPLAC, Órgão de Cacau do Sul da Bahia. Além de árvores, a região hospeda muitas espécies ameaçadas de extinção, como o macaco prego de peito amarelo (Cebus xanthosternos), mutum do nordeste (Mitu mitu mitu) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus).
O receio dos ambientalistas é de que as áreas protegidas e a economia do turismo sejam comprometidas irreversivelmente pela nova lógica de povoamento da costa – o que inclui imensa área de beneficiamento de minério de ferro, similar ao que ocorre na Grande Vitória, propagando fuligem mineral em um raio de 30 Km. O mais grave: sem estudo de impactos ambiental, o governo decretou como utilidade pública área de 1780 hectares para minerioduto e retroporto. O aeroporto consumiria mais 700 hectares em plena Área de Proteção Ambiental da Lagoa Encantada, sobre remanescentes florestais e ao lado de povoados de pescadores artesanais, a exemplo Areias, Juerana e Ponta da Tulha.
Rui Barbosa da Rocha, 41 anos, diretor do Instituto Floresta Viva e professor da Universidade Estadual de Santa Cruz, atua a 18 anos em meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Amazônia e Mata Atlântica. Sua instituição, em parceria com a universidade, empresários e comunidades locais, desenvolve trabalhos em agroecologia, ecoturismo e unidades de conservação no Sul da Bahia.
PARA SABER MAIS SOBRE O PORTO SUL EM ILHÉUS,
ACESSE:
*Pesquisa: André Pinto

QUEM FOI NARCISA AMÁLIA DE SÃO JOÃO DA BARRA ?

Narcisa Amália de São João da Barra (nascida em 3 de abril de 1856, falecida em 24 de junho de 1924) foi uma poeta brasileira. Foi a primeira jornalista profissional do Brasil. Movida por forte sensibilidade social, combateu a opressão da mulher, o regime escravista, segundo Sílvia Paixão, “um dos raros nomes femininos que falam de identidade nacional” e busca sua própria identidade “numa poética uterina que imprime o retorno ao lugar de origem”.
Obra mais conhecida: Nebulosas
Fonte: Wikipedia RESIGNAÇÃO No silêncio das noites perfumosas, Quando a vaga chorando beija a praia, Aos trêmulos rutilos das estrelas, Inclino a triste fronte que desmaia. E vejo o perpassar das sombras castas Dos delírios da leda mocidade; Comprimo o coração despedaçado Pela garra cruenta da saudade. Como é doce a lembrança desse tempo Em que o chão da existência era de flores, Quando entoava o múrmur das esferas A copla tentadora dos amores! Eu voava feliz nos ínvios serros Empós das borboletas matizadas... Era tão pura a abóbada do elísio Pendida sobre as veigas rociadas!... Hoje escalda-me os lábios riso insano, É febre o brilho ardente de meus olhos: Minha voz só retumba em ai plangente, Só juncam minha senda agros abrolhos. Mas que importa esta dor que me acabrunha, Que separa-me dos cânticos ruidosos, Se nas asas gentis da poesia Eleva-me a outros mundos mais formosos?!... Do céu azul, da flor, da névoa errante, De fantásticos seres, de perfumes, Criou-me regiões cheias de encanto, Que a luz doura de suaves lumes! No silêncio das noites perfumosas Quando a vaga chorando beija a praia, Ela ensina-me a orar, tímida e crente, Aquece-me a esperança que desmaia. Oh! Bendita esta dor que me acabrunha, Que separa-me dos cânticos ruidosos, De longe vejo as turbas que deliram, E perdem-se em desvios tortuosos!... POR QUE SOU FORTE a Ezequiel Freire Dirás que é falso. Não. É certo. Desço Ao fundo d’alma toda vez que hesito... Cada vez que uma lágrima ou que um grito Trai-me a angústia - ao sentir que desfaleço... E toda assombro, toda amor, confesso, O limiar desse país bendito Cruzo: - aguardam-me as festas do infinito! O horror da vida, deslumbrada, esqueço! É que há dentro vales, céus, alturas, Que o olhar do mundo não macula, a terna Lua, flores, queridas criaturas, E soa em cada moita, em cada gruta, A sinfonia da paixão eterna!... - E eis-me de novo forte para a luta. Resende, 7.9.1886. ================================================== TEXTO EN ESPAÑOL Tradução de ADOVALDO FERNANDES SAMPAIO PERFIL DE ESCLAVA Cuando entreabro los ojos a la luz que nace, Golpeando las sombras y la pérfida indolencia, Veo tras la discreta transparência Del níveo cortinaje uma criatura. Pupila de gacela, viva y mansa, Con sereno temor, coge la llama. La frente sumergida en palidez... Sonriendo de inocência — Risa que trae angustia o esperanza... He ahí el boceto fugaz de una viva estatua Que — los brazos en cruz — surge en la sombra Silenciosa, atenta, pensativa. ¿Estatua? No, que esta necia cárcel Ha de quebrantar, mísera cautiva, Ese amor de madre que oculta la mujer. Extraído de la obra VOCES FEMENINAS DE LA POESÍA BRASILEÑA Goiânia: Editora Oriente, s.d. Página publicada em maio de 2008 por Antonio Lisboa Carvalho de Miranda.
Vida:
1852 - Nasce Narcisa Amália de Campos, a 3 de abril, em São João da Barra, Rio de Janeiro, filha do poeta Jácome de Campos e daprofessora primária Narcisa Inácia de Campos. 1863 - Transfere-se para Resende com a família. 1866 - Casa-se com João Batista da Silveira, artista ambulante, de vida irregular, de quem se separa alguns anos mais tarde. 1872 - Publica seu primeiro e único livro de poesia, Nebulosas, que alcança grande repercussão nos meios literários. São poemas expressivos do Romantismo, que exaltam a natureza e a pátria e relembram a infância. 1874 - Publica Nelúmbia, contos. Prefacia livro de Ezequiel Freire e é elogiada por Machado de Assis: "As flores do campo, volume de versos dado em 1874, tiveram a boa fortuna de trazer um prefácio devido à pena delicada e fina de D.Narcisa Amália, essa jovem e bela poetisa (...)". 1880 - Casa-se novamente, dessa vez com Francisco Cleto da Rocha, também chamado Rocha Padeiro, dono da "Padaria das Famílias", em Resende. Ajuda o marido nos primeiros anos, mas continua a receber os amigos literatos em sua casa. Frequentam seus saraus nomes famosos como Raimundo Correia, Luís Murat, Alfredo Sodré e, inclusive, o Imperador Pedro II, que por ocasião de sua visita a Resende, vai "visitar a sublime padeira, por estar ansioso por lhe provar... do pão espiritual", embora seja a poetisa fervorosa republicana abolicionista. O segundo casamento também não dura muito e Narcisa é forçada a deixar a cidade que considerava sua terra, pressionada por campanha maledicente movida pelo marido enciumado. No Rio de Janeiro, Narcisa Amália dedica-se ao magistério. 1884 - Em 13 de outubro funda um pequeno jornal quinzenal, o Gazetinha, suplemento do Tymburitá que tinha, como subtítulo, "folha dedicada ao belo sexo". Narcisa Amália foi a primeira mulher a se profissionalizar como jornalista, alcançando projeção em todo o Brasil com seus artigos em favor da Abolição da Escravatura, em defesa da mulher e dos oprimidos em geral. 1924 - Morre Narcisa Amália, a 24 de junho, cega e paralítica, sendo seu corpo sepultado no cemitério de São João Batista, no Rio de Janeiro.
Obras:
- Nebulosas. (Poesia). Rio de Janeiro: Garnier, 1872. - Nelúmbia. (Conto). In: Lux!. Campos, 1. dez. 1874, p. 158-160. - "Duas palavras sobre este livro". Prefácio a Flores do campo, de Ezequiel Freire. - "A mulher no séc. XIX". In: Democratema. Comemorativa ao 26o aniversário da Fundação do Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: 1882, p. 31-5. - Colaboração em jornais e revistas: O Domingo, Astro Resendense, O Espírito Santense, A República, Correio do Brasil, Lábaro Acadêmico, Correio Literário, Almanaque das Senhoras (RJ), O Espírito Santo (ES), Diário de Pernambuco (PE), Lux! (Campos-RJ), O Fluminense (Niterói-RJ), Diário Mercantil (SP), O Friburguense (Friburgo-RJ), Tymburitá (Resende-RJ), O Garatuja (Resende-RJ), A Família (SP), A República (Aracaju-SE).
Bibliografia Sobre a Autora:
ASSIS, Machado de. "A nova geração". In: Crítica Literária. Rio de Janeiro, 1938. BOPP, Itamar. Quatro personagens de Resende. Resende: [s. n.] 1985. BROCA, Brito. Românticos, pré-românticos, ultra-românticos. São Paulo: Polis; Brasília: INL, 1979. CESARIO, Doria. "As intelectuais brasileiras". A Cruzada. Niterói, 1 fev. 1908. COSTA, Afonso. Poetas de outro sexo. Rio de Janeiro: [s.n.] 1930. DANTAS, Mercedes. "A precursora do feminismo no Brasil". Revista da Semana. Rio de Janeiro, 30 mar. 1929. FALCÃO, Rubens. Antologia de poetas fluminenses. Rio de Janeiro: Record, 1968. FLEUSS, Max. Férias. Anthologia de actuaes escriptores brazileiros. Lisboa: Livraria Central de Gomes de Carvalho editor, 1902, p. 186 e 491. FREIRE, Ezequiel. "Homenagem". Astro Resendense. Resende, 2 fev. 1873. . Livro posthumo. São Paulo: Weisflag Irmãos, 1910, p. 75. . "Narcisa Amália". Diário Mercantil. São Paulo, 16 maio 1886. . "Poesia brasileira". Diário Mercantil. São Paulo, 1 jan. 1887. FREIRE, Moniz. Itinerário da viagem de Sua Majestade Imperial à Província do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Typ. Austral, 1847. JARDIM, Renato. Reminiscências. Rio de Janeiro: [s. n.] 1946. LINS, Benjamim Franklin de Albuquerque. "Nebulosas de Narcisa Amália". Tymburitá. Resende, 29 ago. 1909. LYGIA [ Georgina Macedo] . "Dois nomes". Imprensa Resendense. Resende, 13 maio 1908. MAIA, João de A. C. Notícias históricas e estatísticas do Município de Resende. Rio de Janeiro: [s. n.] 1891. N., R. "Narcisa Amália". Resendense. Resende, 4 mar. 1880. OSCAR, João. Apontamentos para a história de São João da Barra. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1977. . E os pássaros voaram. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1973. . Introdução à história literária de São João da Barra. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1972. . Narcisa Amália. Vida e poesia. Campos: Lar Cristão, 1994. PAIXÃO, Múcio da. Movimento literário em Campos. Rio de Janeiro: [s. n.] 1924. PAIXÃO, Sylvia P. A fala a menos. A repressão do desejo na poesia feminina. Rio de Janeiro: Numen, 1991. PÓVOA, Pessanha. "Prefácio". In: AMÁLIA, Narcisa. Nebulosas. Rio de Janeiro: Garnier, 1872, p. V-XXI. PRISCO, Francisco. "Narcisa Amália". In: Mundo literário. Rio de Janeiro: 1923. REIS, Antônio Simões dos. Narcisa Amália. Rio de Janeiro: Simões, 1949. ROMERO, Sílvio. "A alegria e a tristeza na literatura". Estudos da literatura contemporânea. Rio de Janeiro: [s. n.] 1885. . História da literatura brasileira. 3. ed. Rio de Janeiro: [s. n.] 1943. S. "Flores do Campo por Ezequiel Freire". Tribunal Liberal, São Paulo: 29 dez. 1876. SILVA, Eliseu G. da. "Narcisa Amália (poetisa)". Correio do Brasil. Rio de Janeiro, 28 mar. 1872. SILVEIRA, Tasso da. "As mulheres poetisas do Brasil". Terra do Sol. Rio de Janeiro, n. 5, maio 1924. SINCERO, João. "As nossas escritoras". Correio Literário. Rio de Janeiro, set. 1890. SODRÉ, Alfredo. "Uma festa intelectual há 50 anos". Tymburitá. Resende, 29 nov. 1925. TEIXEIRA, Múcio. "Memórias dignas de memória". A Imprensa, Rio de Janeiro, 1 mar. 1912. TORRES, Artur A. Poetas de Resende. Niterói: [s. n.] 1949. TORREZÃO, Guiomar. "Narcisa Amália". A Província de São Paulo. São Paulo, 16 nov. 1877. TYL. "Narcisa Amália". Tymburitá. Resende, 26 jul. 1924. . "O Itatiaia". Tymburitá. Resende, 24 e 31 mar. 1923. VEIGA, Luiz F. da. "Narcisa Amália". Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, v. 45, p. 1, 1892. VIDAL, Barros. Precursoras brasileiras. Rio de Janeiro: A Noite, 1952. XAVIER, Francisco C. Poetas redivivos. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1969. e VIEIRA, Waldo. Antologia dos imortais. Rio de Janeiro: FEB, 1983.
Textos:
"Suponho ter sido eu, no Brasil, quem primeiro ergueu a voz clamante contra o estado de ignorância e de abatimento em que jazíamos, em artigos que denominei - ‘A mulher no séc. XIX’ e ‘A emancipação da mulher’" "A essa voz, antes - magoado queixume de vítima em hora de desfalecimento profundo, que alarmante brado de revolta, responderam-me menos delicadamente alguns cavalheiros da imprensa paulista (...), recearam, porventura, que, a um meu aceno, suas esposas abandonassem o pot au feu e, tomando o bordão de peregrinas, marchassem em demanda da terra da emancipação (...)" "Ao exemplo dos banhistas, no mar, ao vir a onda, mergulhei para deixar passar o vagalhão dos protestos (...) Mas... colheu-me de surpresa a nevrose cardíaca, enfraquecendo-me a energia, inutilizando-me absolutamente para as rudes lutas da inteligência, para as pugnas incruentas, mas extenuantes, da imprensa..." [In A Família. Rio de Janeiro, 31 dez. 1889, p. 6.]
Foto : João Oscar ( falecido em 2006)
João Oscar, sanjoanense da terra de Narcisa Amália foi quem mais pesquisou sobre a sua vida. Editou em 1994 a obra "Narcisa Amália. Vida e poesia. Campos: Editora Lar Cristão.
Fez menção da poeta em "Apontamentos para a história de São João da Barra. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1977." , "E os pássaros voaram. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1973.", e "Introdução à história literária de São João da Barra. Teresópolis: Mini-Gráfica, 1972.", além de diversos ensaios e palestras sobre o tema em questão.
QUEM É ANTÔNIO MIRANDA - QUE PUBLICOU EM SEU SITE A HISTÓRIA DE NARCISA AMÁLIA?

Antonio Lisboa Carvalho de Miranda é maranhense nascido em 5 de agosto de 1940. Membro da Academia de Letras do Distrito Federal, foi colaborador de revistas e suplementos literários como o Suplemento Dominical do Jornal do Brasil e também o La Nación (Buenos Aires, Argentina) e Imagen (Caracas, Venezuela). Professor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília, Brasil, ministra aulas e cursos por todo o Brasil e países ibero-americanos. Também é consultor em planejamento e arquitetura de Bibliotecas e Centros de Documentação. Doutor em Ciência da Comunicação (Universidade de São Paulo, 1987), fez mestrado em Biblioteconomia na Loughborough University of Technology, LUT, Inglaterra, 1975. Sua formação em Bibliotecologia é da Universidad Central de Venezuela, UCV, Venezuela, 1970.Diretor da Biblioteca Nacional de Brasília desde março de 2007. Contatos com o escritor CAIXA POSTAL 4548

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QUEM FOI O SANJOANENSE JOÃO BRÍGIDO ?

JOÃO BRÍGIDO João Brígido nasceu em 3 de dezembro de 1829 na cidade de São João da Barra (RJ), mas viveu no Ceará desde pequeno. Combativo, polêmico e destemido, começou a atuar na imprensa aos 21 anos, trabalhando no Jornal "O Araripe", no Crato. Trabalhou ainda no jornal "O Cearense" ao lado do Senador Pompeu. Foi professor do Liceu do Ceará e atuou por vários anos na política, tendo exercido mandatos de deputado e senador, até que em 1903, fundou seu próprio jornal, "O Unitário", onde fazia oposição mordaz à oligarquia de Nougueira Accioli. Escreveu alguns livros sobre história do Ceará, como "Apontamentos para a história do Cariri" (1888) e "Ceará: Fatos e Homens". Fez também muitas crônicas históricas com temáticas cearenses, a principal é "Fortaleza em 1810", publicada no "Unitário". Umas das mais preciosas descrições da cidade no início do século XVIII. Faleceu em 14 de outubro de 1921, em Fortaleza.
* Pesquisa: André Pinto

SOFFIATI DIZ QUE A PRESENÇA DO LAGARTO DE RABO VERDE EM GRUÇAÍ JUSTIFICA A CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL DA RESTINGA

Soffiati, um ambientalista de renome, estudioso da biodiversidade da região Norte e Noroeste Fluminense foi incisivo na matéria do Jornal folha da Manhã de 21/09/08: "A presença do lagarto-de-rabo-verde em Gruçaí justifica a criação de uma unidade de conservação na região de restinga".
A IMPORTÂNCIA DOS ESTUDOS SOBRE OS LAGARTOS DA MATA ATLÂNTICA DA REGIÃO SUDESTE
A topografia da Floresta Atlântica é complexa com altitudes que variam do nível do mar até 2000 metros; neste ambiente existe um gradiente de vários tipos de vegetação como a floresta semidecídua sazonal, floresta ombrófila densa e as restingas. As restingas incluem vegetação altamente diversificada como a de floresta, arbustiva e rasteira; a freqüência de vegetação é um fator importante relacionado com a densidade de espécies de lagartos; além disso, como ocorre em outras regiões montanhosas, há espécies restritas a altas altitudes e outras a baixas altitudes. No sudeste da Floresta Atlântica há registros de alto grau de endemismo e presença de espécies com populações restritas a pequenas áreas geográficas. Há, portanto, nesta área um grande potencial para pesquisas em diversidade genética e mecanismos evolutivos, ao nível de espécies e de populações. As preparações cromossômicas foram obtidas através de células de medula óssea, testículos, baço e células epiteliais de intestino; as lâminas foram analisadas através de coloração Giemsa e RONs. Estudos cromossômicos em espécies de restingas dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo comparados aos de espécies de altas altitudes como os da Serra de Paranapiacaba e Serra do Mar mostraram maior diversidade de espécies e de número e morfologia de cromossomos. Encontramos espécies comuns nas restingas, Serra de Paranapiacaba e Serra do Mar como Tupinambis merianae; espécies endêmicas que só ocorrem ao nível do mar como Liolaemus lutzae, Cnemidophorus litorallis; observamos três grupos básicos de populações de restinga: 1. espécies de altitude e de nível do mar – 7 espécies; 2. espécies de altitude – 4 espécies; 3. espécies de nível do mar – 7 espécies; neste grupo há uma maior diversidade de espécies e variação no cariótipo; há processos evolutivos recentes do tipo mutações cromossômicas que promovem especiação e mecanismos cromossômicos de determinação do sexo.
FONTE:
Denise Maria Peccinini - Seale - Dra. Denise possui graduação em História Natural pela Universidade de São Paulo (1961) , mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Genética) pela Universidade de São Paulo (1968) , doutorado em Ciências Biológicas (Biologia Genética) pela Universidade de São Paulo (1972) e pos-doutorado pela University of California (1980) . Atualmente é Professora Assistente Doutora da Universidade de São Paulo e do Instituto Butantan. Tem experiência na área de Genética , com ênfase em Genética Animal.
O LAGARTO DE RABO VERDE ESTÁ PROTEGIDO POR LEI E CONSTA NA LISTA DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE COMO ANIMAL EM EXTINÇÃO. VEJA A INSTRUÇÃO NORMATIVA ABAIXO:
INSTRUÇÃO NORMATIVA N° 3, DE 27 DE MAIO DE 2003.
A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso da atribuição que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II da Constituição, e Considerando os compromissos assumidos pelo Brasil junto à Convenção sobre Diversidade Biológica, ratificada pelo Decreto Legislativo n° 2, de 8 de fevereiro de 1994 e promulgada pela Decreto n° 2.519, de 16 de março de 1998, particularmente aqueles explicitados no art. 7°, alíneas “b” e “c”, 8°, alínea “f”, 9°, alínea “c”, e 14 e à Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção, ratificada pelo Decreto Legislativo n° 54, de 24 de junho de 1975 e promulgada pelo Decreto n° 92.446, de 7 de março de 1986. Considerando o disposto nas Leis nos 9605, de 12 de fevereiro de 1998, 5.197, de 3 de janeiro de 1967 e 4.771, de 15 de setembro de 1965, e no Decreto n° 3.179, de 21 de setembro de 1999. Considerando os princípios e as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Biodiversiade, constantes do Decreto n° 4.339,de 22 de agosto de 2002, RESOLVE:
Art. 1° Reconhecer como espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, aquelas constantes da lista anexa à presente Instrução Normativa. Art. 2° As espécies constantes da presente Lista ficam protegidas de modo integral, de acordo com o estabelecido na legislação vigente. Art. 3° A inobservância desta Instrução Normativa sujeitará o infrator às penalidades previstas nas Leis nos 5.197, de 3 de janeiro de 1967, 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e Decreto n° 3.179, de 21 de setembro de 2002. Art. 4° Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5° Revogam-se as disposições em contrário, em especial as Portarias nos1.522, de 19 de dezembro de 1989, 06-N, de 15 de janeiro de 1992, 37-N, de 3 de abril de 1992 e 62, de 17 de junho de 1997. MARINA SILVA Publicada no Diário Oficial da União n° 101, de 28 de maio de 2003, Seção 1, páginas 88-97.
Na listagem consta o seguinte nome:
Réptil - Cnemidophorus littoralis - da família Teiidae - Lagarto do rabo verde.
VAMOS SALVAR O LAGARTO DE RABO VERDE DA RESTINGA DE GRUSSAÍ/IQUIPARI .
URGENTE!

sábado, 20 de setembro de 2008

ESTUDO DIZ QUE MATA ATLÂNTICA FICA VULNERÁVEL COM ATIVIDADES PORTUÁRIAS ENTRE OUTRAS

Flora tem 472 espécies em risco; governo desconsidera outras mil
1.ª lista oficial no País em 16 anos se omite sobre 1.079 tipos de planta por falta de dados ; entidade protesta.
Felipe Werneck
Em 16 anos, o número oficial de espécies da flora brasileira ameaçadas de extinção aumentou mais de quatro vezes. A nova lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA), divulgada ontem, incluiu 472 espécies, ante 108 em 1992, última relação oficial disponível. No entanto, há uma segunda lista com mais 1.079 espécies que também podem estar ameaçadas. O MMA alega que a "deficiência de dados" não permitiu a inclusão do grupo "com segurança" na condição de ameaçado. Essas últimas espécies, portanto, não ficarão sujeitas às restrições previstas na legislação para aquelas incluídas na lista oficial: proibição do corte, transporte e comercialização.
O Estado perguntou ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se não seria mais seguro proteger também o segundo grupo de espécies e depois eventualmente retirar da lista aquelas que não estão ameaçadas, à medida que isso fosse comprovado. "Na verdade, a gente poderia dizer que todas estão ameaçadas, mas veja bem... Parece que a coisa mais protecionista é dizer que todo mundo está ameaçado. Mas quando se diz que tudo está ameaçado é o mesmo que dizer que nada está ameaçado. Eu me pergunto se nós temos capacidade de fiscalizar essas 472", respondeu.
Apesar de admitir que o "número verdadeiro de ameaçadas seguramente é maior" que 472, Minc afirmou que "não há informação suficiente e não há certeza" sobre a situação das 1.079 espécies. Para ele, a inclusão do grupo na lista oficial "aparentemente é uma posição mais defensiva", mas na verdade isso "vulgariza e cria um número que não se terá condições de proteger". "Proteger firmemente com a lei as 472 e dar prazo e meios para os cientistas definirem quais das outras mil estão efetivamente ameaçadas é o caminho mais seguro", declarou. Os prazos, que segundo Minc serão diferenciados por espécie, não foram divulgados. O trabalho será feito pelo Jardim Botânico do Rio. A lista oficial foi elaborada pela Fundação Biodiversitas sob encomenda do MMA. Minc atribuiu à entidade a decisão de não incluir as 1.079 espécies na relação oficial. A Biodiversitas nega.
Mais da metade (276) das espécies oficialmente ameaçadas estava no bioma mata atlântica. "Estamos falando da faixa do litoral onde sobrou 8%. E é onde se concentra a população, a indústria, as atividades portuárias", comentou Minc.
Para ele, o aumento do conhecimento científico também explica parte do crescimento. "Em parte, se pesquisa mais, se conhece mais. Em outra, se agride mais, se corta mais, se queima mais." O cerrado tinha 131 espécies ameaçadas, seguido por caatinga (mais informações nesta página). A soma é superior ao total de espécies ameaçadas porque algumas estão presentes em mais de um bioma.Nenhuma espécie da lista de 1992 foi excluída. Quanto às regiões, o Sudeste apresentou o maior número de ameaçadas (348), ante 168 no Nordeste, 84 no Sul, 46 no Norte e 44 no Centro-Oeste. MG foi o Estado com mais espécies sob ameaça, seguido por RJ, BA, ES e SP. Há 40 anos, na primeira lista oficial, havia 13 espécies ameaçadas de extinção. JORNAL O ESTADÃO – 20/09/08

UM RETRATO DO AÇU NA DÉCADA DE 1970

Com a vinda do complexo Portuário do Açu, em São João da Barra, surge o desenvolvimento, mas as questões culturais, se não forem bem preservadas, vão se perder no tempo, em bem pouco tempo.
Neste propósito há de se buscar formas da manutenção do "modus vivendi" daquela comunidade para que traços das raízes do local permaneçam protegidas e sempre bem trabalhadas pela própria comunidade, a exemplo dos movimentos gaúchos com os Centros de Vivência e Cultura.
A folclorista Maria Rita Lubatti, que foi proveniente de raízes do Açu, tendo posteriormente residido em Milão, Itália, por vários anos, editou um livro em 1976 sobre a vivência do Açu, Marreca e Quixaba, descrevendo o "modus vivendi" de uma família típica do lugar. O livro é uma fonte viva do que deve ser trabalho em nível sociológico e antropológico na região. Na verdade, um retrato da cultura do muxuango em um determinado período.
Veja algumas fotos da obra:
Interior da Casa que foi objeto de pesquisa no Açu. Fogão à lenha em destaque com os gravetos de vegetação de restinga para serem queimados.

Tipo de cama feita de taboa sobrepostas em ripas da restinga e piso de tijolo maciço com paredes de sapê.

Rede de minjoada - tipo de pesca executada pela família pesquisada, na lagoa do Açu.

Casa de sapê, de pau-a-pique feita no Açu. Moradia típica do Muxuango da restinga.

Crédito das fotos: Maria Rita Lubatti.

VAMOS PRESERVAR O MODUS VIVENDI DO HOMEM DA RESTINGA!!!

MUSEU DO HOMEM DA RESTINGA JÁ!!!

CONTE UMA "ESTÓRIA" QUE VOCÊ OUVIU DA PRAÇA DA IGREJA DA BOA MORTE QUE ELA SERÁ PUBLICADA NESTE ESPAÇO EM BREVE

Com a reforma da Praça da Igreja da Boa Morte, que acontece neste mês de setembro de 2008, muitas pessoas se perguntam: Você lembra daquela estória sobre o aparecimento de... ou você lembra daquela estória sobre uma senhora que passava toda a noite , no mesmo horário... No intuito de resgatar as estórias e fatos curiosos, assombrosos ou cômicos que este blog abre espaço ao internauta para que sejam publicadas matérias sobre o assunto. Obs. As matérias devem ter a característica de publicidade, ou seja, mais de uma pessoa deve saber dos fatos narrados (quanto mais pessoas souberem dos fatos, melhor será), para que o conteúdo do texto e da própria estória não sejam desmerecidos pelo público. Peço colocar como testemunha, o nome de uma outra pessoa que confirme a versão contada. Gostaríamos que o leitor colocasse o seu nome verdadeiro no comentário.
Vamos às estórias...
Abraços
André Pinto

O SANJOANENSE SILVA COUTINHO FOI O PRIMEIRO CIENTISTA DA AMAZÔNIA

JOÃO MARTINS DA SILVA COUTINHO, nasceu a 1º de maio de 1830 na cidade de São João da Barra – RJ. Filho de Fernando José Martins (que escreveu sobre a história de São João da Barra em 1868), foi engenheiro, fez levantamento de plantas, projetou obras de defesa na fronteira do Brasil, orçou melhoramentos da cidade de Manaus fazendo sua planta gratuitamente, chefiou a Comissão da Exposição de Produtos Naturais da Amazônia, chefiou a Comissão Demarcadora da Fronteira do Brasil com o Peru, publicou vários trabalhos sobre a região Amazônica e ainda foi protetor dos índios purús. Ao governador do Amazonas, Silva Coutinho apresentou um relatório acerca de estudos de aclimação da maniçoba e da carnaubeira, bem assim, sobre a guarda, conservação e desenvolvimento das fazendas nacionais de gado no Vale do Rio Branco. Em 1870, Silva Coutinho, trata de relatório do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, trata ainda do trânsito de mercadorias entre o Pará e os países situados ao norte do Brasil. Fora da região Amazônica ,Silva Coutinho desenvolveu incansável atividade: Realizou exploração da estrada de ferro do Una ao São Francisco, apresentou parecer técnico sobre as estradas de ferro da Bahia e Pernambuco, sobre o prolongamento da estrada de ferro Conde D`Eu até Cabedelo e acerca da ramificação da E. F. de Natal e Nova Cruz através do Vale do Ceará-Mirim. Silva Coutinho ainda desempenhou atividades frente a várias comissões, entre as quais o estudo da vasta região hoje percorrida pela Estrada de Ferro Sorocabana, estrada cujo reconhecimento por ele foi realizado. Ainda foi árbitro por parte do governo numa questão movida pela E. F. Paraná, bem como foi membro da Comissão incumbida da revisão de tarifas e instruções regulamentares dos transportes da então E. F. D. Pedro II. Professor de Geologia no Museu Nacional e Membro da Academia de Ciências Naturais da Filadélfia, foi, também Membro da Sociedade Geográfica de Paris, da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, do Instituto Arqueológico Alagoano e ainda havia recusado por duas vezes o título nobiliárquico, onde, mesmo assim, foi tornado Oficial da Ordem da Rosa, Graduação obtida em consequência dos serviços prestados na Comissão Científica que explorou o Amazonas e seus afluentes. Integrando a Comissão Científica que foi ao Ceará e depois explorou o Amazonas e alguns de seus afluentes, Silva Coutinho tornou-se companheiro de Agassiz e Hartt e outros naturalistas, auxiliando preciosamente Harrt na coleta de cerca de duas mil espécies de peixes, dos quais apenas mil, talvez, eram conhecidos na época. A Comissão Científica denominava-se: “Comissão das Borboletas” Silva Coutinho durante 15 anos, a partir de 1851, percorreu vários rios empreendendo explorações pioneiras em seus vales: o do Purus, Japurá, Madeira e Tapajós; sendo alguns trechos visitados pela primeira vez por um homem civilizado.
Silva Coutinho se formou em engenharia com relevantes estudos realizados no campo da Geologia, Paleontologia, Botânica, Zoologia da bacia Amazônica, tornando-se “o primeiro cientista brasileiro a voltar-se para a Amazônia”. Dos livros “Viagem ao Brasil: 1865-1866” de Louis e Elizabeth Agassiz, que trata da Expedição Thayer, e “Geologia e Geografia Física do Brasil” do geólogo Charles Frederick Hartt, depreende-se que tanto Agassiz como o próprio Hartt devem muito ao sanjoanense Silva Coutinho, e deixam entrever que este desenvolvera muito antes da chegada da Expedição, grande acervo de pesquisas originais que deveriam ser imediatamente publicadas. São João da Barra – Berço de ilustres personalidades!!!! Seus sentimentos de humanidade se manifestaram amplamente no relatório sobre os Purus, ao preconizar a proteção dos selvagens, acerca dos quais escreveu:
“Todos falam das correrias e depredações, que costumam fazer alguns destes infelizes, mas ninguém se lembra de pesar as consequências da perseguição de três séculos, que eles experimentaram, da recompensa falaz, que durante esse longo período receberam do bom agasalho prestado aos civilizados”. Concluindo: “O índio é uma criança, nem mais, nem menos; deixá-lo, pois, entregue às leis da natureza, é uma verdadeira barbaridade”.
(Silva Coutinho) Silva Coutinho, como últimas de suas ações e em total doação de seus conhecimentos ao espírito científico brasileiro, tornou-se o primeiro Presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, em cujas publicações se colheram quase todos os dados referentes à sua atividade científica e profissional, tendo falecido em Paris a 11 de outubro de 1889. INDAGA-SE AINDA HOJE... Teria Henry Ford, em 1934, se baseado nos estudos de Silva Coutinho de 1863, sobre os seringais, para que ele pudesse desenvolver a Companhia Ford Industrial do Brasil, em Belterra (Ford-lândia), na margem direita do rio Tapajós, em terra plana a apenas 30 milhas de Santarém??? SUAS OBRAS IMORTALIZADAS: -As epidemias no Vale do Amazonas; -Relatório sobre o exame de alguns lugares da Província do Amazonas, especialmente do rio Madeira, debaixo do ponto de vista de colonização e navegação, seguido de um mapa de observações meteorológicas, (Manaus, 1861); - Breve notícia sobre a extração de salsa e da seringa e vantagens de sua cultura, (1863); - Exploração do rio Hioapuru, in-relatório do Ministério de Agricultura, (1865); - Exploração do rio Purus, anexo ao relatório do Ministério da Agricultura, (1866); - Mapas dos rios Solimões e Içá, (1866), apresentados no Ministério da Agricultura; - Notícias sobre o Uaraná (guaraná), também em 1866. - Bulletim de la societé de Geographie, em 1867. *Pesquisa: André Pinto

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

VISITAR A DELEGACIA DE SÃO JOÃO DA BARRA É ADQUIRIR CULTURA

Ao chegarmos no terceiro andar da Delegacia de Polícia de São João da Barra, nos deparamos com interessantes situações que nos deixam completamente maravilhados. Como Guia em Turismo Regional e morador da cidade, confesso que uma das mais belas paisagens sanjoanenses estão dispostas nos altos daquele local (delegacia) que nos dá frente para a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, em estilo barroco, que tem um lindo torreão e uma linda praça que passa por reformas. Confesso também que um dos melhores pontos para a captação do vento nordeste é ali. Não vi nenhum ventilador ou ar condicionado no local. Já na sala do Delegado de Polícia, Dr. Carlos Alberto de Andrade Souza, que me recebeu atenciosamente, encontramos um ambiente totalmente convidativo a uma boa conversa, ou seja, uma delegacia legal no real sentido da palavra! Tem um amplo espaço, a estrutura é nova (é bem verdade que o imóvel é alugado, e daí?, o que importa é o atendimento ao contribuinte e cidadão, o que é feito com maestria), sofás assimetricamente organizados, estantes com as mais novas publicações dos temas jurídicos de legislação penal, além de uma mesa bem encerada com uma placa de identificação do Delegado em letras douradas, que parece receber lustre todos os dias, miniatura de um veículo da polícia, troféus e placas de homenagens. É assim a nossa Delegacia de Polícia, simplesmente um modelo a ser seguido, desmistificada de qualquer mini-série da rede globo que mostra uma Delegacia qualquer como um local sujo, enfumaçado e de características sombrias. Os tempos mudaram por aqui, as velhas lembranças da Delegacia na antiga estação da BR 356 não passam de simples memórias...
Não bastassem as melhorias estruturais com o novo prédio, vem a melhor parte. O Dr. Carlos Alberto de Andrade Souza, além do excelente trabalho à frente do comando da DP com as diversas apreensões e prisões de meliantes, que são procurados pelo Estado do Rio e Brasil, tem mais um dom muito especial. Quem vai à sua sala, além das verificações acima mencionadas notará que Dr. Carlos Alberto é um literato nato! Tem editadas duas obras muito interessantes, uma denominada "Sofismas?" e outra "Outro mundo". A que estou terminando de ler é espetacular! denomina-se "Outro mundo". Quem lê esta obra fica fascinado com as perguntas e respostas que são oferecidas de uma forma bastante "misteriosa" para assuntos como a violência, aquisição de bens materiais, cura pessoal, enfim, diversos assuntos do cotidiano de um ser humano que pode se descobrir a qualquer momento e mais, como lição: nunca é tarde para mudanças na sua vida.
QUEM É O DELEGADO CARLOS ALBERTO DE ANDRADE SOUZA?
Nasceu em 06/04/66 e escreve desde os 11 anos de idade. Tornou-se Bacharel e Pós- Graduado em Direito, exercendo atualmente o Cargo de Delegado de Polícia no Estado do Rio de Janeiro. Participou de várias antologias e publicou em 2001 o livro "Sofismas?".
VEJA UM TRECHO DO LIVRO "OUTRO MUNDO"
"Muitos são aqueles que nascem para criarem os perigos e poucos são os que vêm para evitá-los".
PARA SOLICITAR O LIVRO ENTRE EM CONTATO COM:
Ou vá à Delegacia de Polícia em São João da Barra, no centro da cidade, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte.
*Por André Pinto
VEJA O COMENTÁRIO DO DR. CARLOS ALBERTO, DELEGADO DE NOSSA COMARCA:
"Caro André Pinto Muito honrado, recebo estas magnânimas palavras que muito me enaltece e, sobretudo, serve de estimulo para esta dura cruzada contra o crime organizado. Afinal, servir bem e sempre é o meu maior desiderato nesta vida.Penso que o crime não existiria no nosso mundo se todos soubéssemos das conseqüências da "lei da ação e reação".À respeito da nossa obra "O outro mundo" uma ídéia é proposta convidando o leitor ao questionamento das coisas que o cercam. O que me deixa mais curioso é que esta obra me ensinou muito em vários aspectos: a criatura faz do criador o resultado do seu desígnio e esforço.A rápida passagem de parte da vida do personagem João Plácido nos ensina que a lei maior do universo - a lei da ação e reação - mostra-se infinitamente viva desde os primórdios daquilo que é ciência até o derradeiro suspiro do Criador.Muito obrigado".
Carlos Alberto de Andrade Souza - Delegado de Polícia de São João da Barra.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS AS INSCRIÇÕES DO X ENCONTRO NACIONAL DE BACIAS HIDROGRÁFICAS A SE REALIZAR NO RIO DE JANEIRO

Atafona - entreposto pesqueiro na foz do rio Paraíba do Sul
Fique frente a frente com quem pensa e faz gestão de bacia hidrográfica no Brasil.Faça agora sua inscrição pelo site http://www.ecbhs.com.br/Evento gratuito. Inédito no Rio de Janeiro.
O EVENTO Neste ano de 2008, o Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas realiza seu décimo Encontro Nacional com a expectativa da presença de 2.000 participantes e representantes dos 150 Comitês de Bacia atualmente instalados no território brasileiro.
TEMA “O Fortalecimento da Gestão Participativa das Águas – 10 anos de Articulação dos Comitês de Bacia no Brasil”
PROGRAMAÇÃO - 15 Minicursos- 3 Palestras Técnicas- 10 Visitas Técnicas- 8 Eventos Paralelos- Exposição- Apresentação de Experiências de Comitês de Bacias Hidrográficas- Plenária do Fórum Nacional
OBJETIVOS Possibilitar que os Comitês de Bacias Hidrográficas identifiquem as oportunidades e desafios para a promoção da gestão integrada das águas, de forma participativa e descentralizada, de modo a apontar para a toda a sociedade a efetiva sustentabilidadedos recursos hídricos. Integrar todos os organismos e segmentos que compõem e participam do Sistema Nacional de Recursos Hídricos, sejam públicos ou privados, visando possibilitar a discussão participativa e compartilhada no setor. Discutir os cenários futuros no que se refere aos recursos hídricos no Brasil, visando estabelecer metas e diretrizes para a efetivação das políticas públicas ligadas à água, em interface como desenvolvimento.
PÚBLICO-ALVO O X Encontro Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas irá reunir 2.000 participantes dos mais variados segmentos: Comitês de Bacias Hidrográficas tanto de rios de domínio da União e dos Estados Usuários de Bacias Hidrográficas Poder público federal Poder público estadual Poder público municipal Sociedade civil organizada Centros de pesquisa Instituições acadêmicas Consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas Técnicos e pessoas interessadas no tema recursos hídricos

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O II CURSO DE RECUPERAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR NO UPEA DE BARCELOS

II CURSO DE RECUPERAÇÃO E IMPLANTAÇÃO DE MATA CILIAR PROFESSOR: MAURI LIMA FILHO - CLM/UFRRJ DATA/HORÁRIO: 18 DE SETEMBRO - 18:30 ÀS 22:00 H 19 DE SETEMBRO - 8:00 ÀS 12:00 H LOCAL: UPEA/CEFET CAMPOS BR 356 S/N próximo a Barcelos - Campos dos Goytacazes, RJ INSCRIÇÕES NO LOCAL CONTATOS: (22) 9278-2083 (22) 9278-2345
Vicente de Paulo Santos de Oliveira
Diretor da Unidade de Pesquisa e Extensão Agro-Ambiental
Engenheiro Agrimensor
D. Sc. Engª Agrícola
cel. (22) 9981-3925

domingo, 14 de setembro de 2008

LANÇAMENTO DO CONTADOR DE ÁRVORES DA MATA ATLÂNTICA

SABIÁ DA PRAIA VOLTARÁ PARA SÃO JOÃO DA BARRA EM BREVE

O SABIÁ-DA-PRAIA, como sugere o seu nome, é uma ave da família dos Turdidae que habita a área litorânea da praia e restinga, sendo dela exclusiva. Mas devido a acelerada destruição desse seu habitat, aliado ao fato de ser também muito perseguida por gaioleiros, encontra-se em vias de entrar na lista oficial de extinção.
A família dos sabiás é composta ainda por outras sub-espécies, como o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris), o sabiá poca (Turdus armaurochalinus) e o sabiá branco (Turdus leucomelas). Todos se destacam pelo canto forte e harmonioso inerente à espécie.
O sabiá-da-praia foi dotado pela Natureza de uma extraordinária capacidade de emitir uma grande variedade de sons. Esse fato atrai a cobiça dos passarinheiros, que depredam os ninhos para criar os filhotes em cativeiro e "ensiná-los" como se fossem um papagaios. Essa prática criminosa tem sido bastante comum em Vilatur local próximo à Reserva Ecológica de Jacarepiá, em Saquarema, região dos lagos fluminense, onde a fiscalização ambiental é deficiente. Uma vez treinada, a ave é comercializada clandestinamente em feiras livres do município ou exposta em reuniões de passarinheiros onde também é negociada. Em Saquarema existe até uma associação "oficial" de criadores desses e outros pássaros canoros.
Em São João da Barra, segundo relatos do Sr. Getúlio Alvarenga, que é Presidente do Sindicato Rural, o sabiá-da-praia já não existe mais em nossas restingas, uma pena. A causa do desaparecimento é a mesma do que ocorre em Saquarema.
Deve-se, com a criação do Parque Estadual da Restinga de Grussaí-Iquipari que está sendo idealizada pelo IEF, buscar a reintrodução desta espécie (e de outras) tão importante para o nosso bioma arenoso. Vamos cobrar do IEF, então que, os que venham com a idéia ilícita de captura dessas aves sejam responsabilizados criminalmente até com as suas prisões.
CAMPANHA SABIÁ-DA-PRAIA TEM QUE VOLTAR!!!
APOIE OUTROS PROJETOS PARA PROTEÇÃO DAS AVES BRASILEIRAS

FOTO INÉDITA DO CAIS DE SÃO JOÃO DA BARRA É MOSTRADA NO BLOG DE ANDRÉ PINTO

FOTO: Cais de São João da Barra, vendo-se em destaque as palmeiras imperiais, o velho trapiche dos Araújo e o cais do Imperador.
Crédito da foto: Antropólogo sanjoanense Luiz de Castro Faria - site: www.castrofaria.mast.br