segunda-feira, 13 de julho de 2009

O QUE OS INGLESES FARIAM COMIGO SE EU JOGASSE CASCAS DE BANANAS NAS RUAS DE LONDRES?

Autoridades vão questionar os britânicos sobre contêineres desembarcados em portos brasileiros
Nilson Mariano
O misterioso despejo de 1.098 toneladas de lixo provenientes da Inglaterra nos portos de Rio Grande e de Santos (SP), entre fevereiro e maio, poderá ter repercussão internacional.
Autoridades gaúchas vão pedir que o Brasil acione a Grã-Bretanha para desvendar o que classificam de crime ambiental. Procuradora da República em Rio Grande, Anelise Becker enviou ofício à instituição, em Brasília, pedindo que o Ministério das Relações Exteriores aja.
O chefe da Delegacia de Polícia Federal no município, João Manoel Vieira Filho, solicitará o apoio da Divisão de Meio Ambiente da PF, em Brasília. A procuradora e o delegado querem colaboração mundial. – É um caso inédito e complicado – destaca Vieira Filho.
O porto de Rio Grande foi surpreendido com a descoberta de que 40 contêineres continham papéis, plásticos, vidros, tampa de banheiro químico e outros dejetos. Pelos documentos de importação, os contêineres deveriam ter polímeros de etileno, que são aparas de plástico para reciclagem.
Atuando há 15 anos no porto de Rio Grande, o inspetor-chefe da Receita Federal, Marco Antônio Medeiros, não havia deparado com fato semelhante. Vieira Filho investiga se a empresa exportadora da Inglaterra, que enviou a carga, aproveitou-se de um negócio aparentemente legal para descartar lixo inaproveitável no sul do Brasil.
O delegado também vai apurar se a empresa gaúcha que importou a carga, a Alfatech, de Bento Gonçalves, está envolvida na operação de transformar o Estado em lixeira dos britânicos. A advogada da Alfatech, Silvana Werner, garante que a empresa também foi surpreendida. A advogada sustenta que a empresa pagou R$ 200 mil, adiantados, para importar as 1.098 toneladas que seriam de aparas plásticas. Silvana diz que importam polímeros de etileno (tiras e blocos de plástico) da Inglaterra por não encontrar mercadoria semelhante no Brasil apta à reciclagem. O material é transformado em telhas translúcidas. A carga esperada seria mesclada com casca de arroz. A Alfatech diz ter cobrado explicações da exportadora britânica.
A advogada ressalta que a empresa, com sete anos no ramo, vai provar inocência e se ressarcir dos prejuízos.

3 comentários:

Dodo Areas disse...

Deveria ser tudo devolvido com o frete a cobrar.
Estao pensando que aqui virou "LIXEIRA DO MUNDO"!!!

Angeline disse...

Oi André:

Foi um prazer ler seu comentário em nosso blog "O Vagalume". Sobre a manifestação em Londres, só mesmo uma camisa escrita em inglês: "O BRASIL NÃO É O LIXÃO DO MUNDO".

Abraços e sucesso

www.blogovagalume.blogspot.com

Angeline disse...

Aguardamos seu retorno p saber o que fizeste nas terras dos que não sabem reciclar o lixo.