sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ESTUDANTES DE CAZUMBÁ E CAMPO DE AREIA APRENDERAM TUPI-GUARANI COM PAJELANÇA NO PROJETO CAMINHOS CIENTÍFICOS DO DELTA DO RIO PARAÍBA DO SUL

Foto: Estudantes do Colégio Luis Délio Mendonça, do Quinto Distrito de São João da Barra, participaram do Projeto "Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul", nesta ensolarada manhã de sexta-feira. Crédito da foto: Marco Pacheco / Wesley Gregório.
Foto: O Sub-secretário de Meio Ambiente, Alex Firme, deu as boas vindas, na escuna científica, aos estudantes, professoras e diretora da escola municipal Luis Délio Mandonça, de Cazumbá. Crédito da foto: Marco Pacheco / Wesley Gregório.
Foto: Os estudantes, como verdadeiros vigilantes ambientais, fizeram a observação de pássaros e ainda detectaram uma queimada na mata, durante a aula de educação ambiental da escuna científica. Na foto, a parceria da Defesa Civil Municipal de São João da Barra. Crédito da foto: Marco Pacheco / Wesley Gregório.
Foto: Muitos estudantes de Cazumbá e Campo de Areia, puderam ver o voo dos biguás, sobre as ilhas do Rio Paraíba do Sul. Crédito da Foto: Marco Pacheco / Wesley Gregório.
Foto: O Técnico Ambiental, membro do Núcleo de Educação Ambiental da SEMASP, Marco Pacheco, orienta os estudantes no manuseio dos potentes binóculos, em direção às torres eólicas de S. Francisco do Itabapoana. Crédito da foto: Wesley Gregório.
Foto: Andre Pinto, surgiu do nada dentro da escuna, como "Pajé Barriga Branca", onde ensinou palavras sanjoanenses, em língua Tupi-Guarani. Crédito da foto: Wesley Gregório.
A LÍNGUA TUPI-GUARANI É LEMBRADA NO PROJETO CAMINHOS CIENTÍFICOS DO DELTA DO RIO PARAÍBA DO SUL O projeto "Caminhos Científicos do Delta do Rio Paraíba do Sul", promovido pela SEMASP em parceria com a SEMEC e Defesa Civil Municipal, recebeu, nesta sexta-feira, 20/08, a presença dos estudantes da escola municipal Luis Délio Mendonça, de Cazumbá, quinto distrito do município de São João da Barra. A diretora daquela escola, Janaína Neto, foi convidada pelo Núcleo de Educação Ambiental da SEMASP, a levar seus estudantes na escuna científica e ficou muito contente com a integração do projeto às escolas mais distantes da sede. Segundo informou a diretora, o passeio de escuna com a aprendizagem ambiental e cultural, foi uma espécie de premiação dada aos estudantes que tem boas notas e excelente comportamento na escola, frisou. Será uma motivação para os demais, frisou Janaína Neto. Para a equipe do Núcleo de Educação Ambiental da SEMASP, o projeto tem marcado presença junto à rede municipal de ensino, colaborando para o melhor rendimento escolar, uma vez que dentro da escuna científica são abordados temas interdisciplinares e transversais, afirma o Sub-secretário de Meio Ambiente, Alex firme. Já o Secretário de Meio Ambiente, Marcos Sá, frisa que, o município de São João da Barra sendo o ponto final do Rio Paraíba do Sul, quando encontra a sua foz, já tendo recebido muita poluição em seu percurso, merece mais respeito pelos municípios à montante (acima) e este projeto mostra bem a preocupação de todos os munícipes sanjoanenses e o carinho que é dado ao rio, manguezais, ilhas fluviais, fauna e flora. DENTRO DA ESCUNA CIENTÍFICA - ATIVIDADES LÚDICAS Além dos estudantes aprenderem sobre a história do município, do porto fluvial, da visitação de D. Pedro II - que esteve por três vezes em São João da Barra - de lendas e "causos" como a do "caixão de madeira com algo dentro" encontrado em uma "coroa" do Rio Paraíba (Caso macabro contado no livro "Crimes Celebres de Campos"), podem também praticar o "Birdwatching, ou seja, a observação de pássaros como os biguás, garças, gaivotas, martim-pescador, socós, anuns, sabiás, etc. Além dessas atividades que são rotineiras dentro do projeto, toda viagem tem algo novo para apresentar aos estudantes. Desta vez foi a vez da apresentação do Pajé Tupi-Guarani "Barriga Branca", interpretado pelo Guia em Turismo Regional, Andre Pinto, que também é membro do Núcleo de Educação ambiental da SEMASP. Andre , caracterizado de índio da paz (de branco), falou da influência da língua Tupi-Guarani no território Sanjoanense, lembrando os significados das palavras, Caroara, Aroeira, Bajuru, Quixaba, Cazumbá, Iquipari, Gruçaí, Açu, Taí, Pipeiras, Quitinguta, Caetá, Barra do Jacaré, além de outros nomes do município vizinho de São Francisco do Itabapoana, como Imburi, GuaxindibaMuritiba, Maniva e Itabapoana. Além da mini aula em Tupi-Guarani na escuna, o Pajé "Barriga Branca" brincou muito com os estudantes. Dentro da escuna científica, várias situações da realidade são colocadas em debate para os estudantes que participam do projeto. "Hoje, por causa da maré um pouco baixa, a escuna encalhou num banco de areia na altura de Ponto de Cacimbas", falou Andre Pinto. Ninguém se apavorou nos 25 minutos em que o mestre da embarcação tentou buscar um caminho de saída para a embarcação. Aproveitando a situação, Andre Pinto fez uma explanação do assoreamento que o Paraíba vem sofrendo, por causa das hidrelétricas e desmatamento. Falou da importância das matas ciliares e lembrou que antigamente, embarcações do tipo "batel" e "pranchões", chegavam às imediações de Cardoso Moreira e São Fidelis, cidades que começam a ter pedras em suas águas, com perigosas corredeiras. A parceria da Defesa Civil tem sido elementar para poder guiar a embarcação científica nos caminhos mais profundos do rio e a profissão vem chamando a curiosidade e o interesse dos estudantes, alguns deles já interessados em se tornarem futuros agentes de Defesa Civil Municipal, o que já é um desdobramento importante deste projeto. A próxima saída da escuna científica, será na semana que vem e a participação do membros do Centro de Controle de Zoonoses - CCZ será mais um marco para este projeto, que recebeu elogios da ABES - Associação Brasileira de Engenharia Sanitária, em sua viagem inaugural. As escolas municipais que desejarem fazer parte do projeto, devem entrar em contato com o telefone (22) 2741-7878 R:261, no horário do expediente.

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