quinta-feira, 19 de março de 2009

SJB PARTICIPA DO 3º ENCONTRO INTERMUNICIPAL PARA AVALIAÇÃO DOS IMPACTOS DE PESQUISA SÍSMICA NAS COMUNIDADES PESQUEIRAS

Foto: Secretário Municipal de Pesca Eleilton Meireles. Neste terceiro encontro estarão presentes representantes dos municípios de Carapebus, Quissamã, Cabo Frio, Campos, Macaé, São Francisco, Arraial, além de órgãos como a Firjan, ong EcoAnzol, Ibama, (Associação de Pescadores da Região dos Lagos (Uepa), quatro Colônias de Pescadores, dez Associações de Pescadores da região e a OAB – primeira vez participando. As reuniões têm como objetivo elaborar um documento único tratando dos problemas trazidos pelas pesquisas sísmicas na região. De acordo com Eleilton Meireles, secretário de Pesca de São João da Barra, as pesquisas trazem danos irreversíveis à fauna marítima. “Estamos nos reunindo para conseguir que a pesquisa sísmica seja feita de outra forma, porque ela está acabando com a fauna marítima e consequentemente, com o meio de sobrevivência dos pescadores”, analisa Meireles. Eleilton ressalta, ainda, que os abalos ambientais causados pela sísmica são notados desde o final da década de 90, quando peixes como o peruá, cação grande, pescada, pargo, goibira, salema e até golfinhos diminuíram ou desapareceram das águas da região. “Não estamos querendo que a pesquisa deixe de ser realizada, porque sabemos de sua importância. O que pedimos é que ela seja feita de outra forma, menos nociva”, frisa. Os encontros já estão surtindo efeito. Uma pesquisa que seria realizada entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul foi suspensa na região, pois aqui seria feita em águas rasas. As atas das reuniões estão sendo distribuídas para todos os órgãos que possam dar respaldo à solicitação, como a Alerj e o Ministério Público, por exemplo. Os encontros acontecem mensalmente. O primeiro foi em Macaé, o segundo em São João da Barra e o quarto vai ser realizado em Campos. PESQUISA SÍSMICA – A pesquisa é realizada para encontrar petróleo. Ela opera através de ondas sonoras para fazer um mapeamento do fundo do mar, durando de 150 a 180 dias. Essas ondas repercutem na água e afugenta os animais marinhos e obriga o deslocamento do pescador. Além disso, o equipamento utilizado pode lançar resíduos que envenenam os peixes, caso sofra algum dano.
Fonte: SECOM / Prefeitura Municipal de São João da Barra.

Um comentário:

blogdoarmandobarreto.blogspot.com disse...

Onde posso encontrar as conclusões deste encontro ?
As informações coletadas são de grande importância.
Desde antes agradeço.

Zé Armando