sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SÃO JOAO DA BARRA NA ÁREA DE INFLUÊNCIA DE PESQUISA SÍSMICA MARÍTIMA EM 4D

Foto: Navio Sísmico Western Neptune. Fonte da foto: Ecology & Environment do Brasil. O QUE É UMA PESQUISA SÍSMICA 4D QUE ENVOLVE INDIRETAMENTE SÃO JOÃO DA BARRA?
Acabo de receber em minha casa um RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE SÍSMICA (RIAS), Pesquisa Sísmica Marítima 4D que ocorrerá nas Áreas de Pampo/Badejo/Linguado, Marimbá/Piraúna, Ativo Norte e Viola, todos na Bacia de Campos e também recebi dias atrás, um outro RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DE SÍSMICA (RIAS) dos campos de Parati/ Anequim, Garoupa e Carapeba também na Bacia de Campos para pesquisa sísmica marítima 3D/4C. POR QUE ISSO? A PETROBRAS pretende realizar a Atividade de Pesquisa Sísmica Marítima 4D nas Áreas de Pampo/Badejo/Linguado,Marimbá/Piraúna, Ativo Norte e Viola, todas localizadas na Bacia de Campos onde seu licenciamento ambiental deve ser conduzido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), por meio do escritório da Coordenação Geral de Petróleo e Gás Natural (CGPEG). O QUE É EAS / RIAS ? O EAS/RIAS faz parte do processo de licenciamento ambiental de atividades enquadradas na classe 2. A atividade Classe 2 é aquela que envolve profundidades intermediárias (entre 50 e 200 metros), dependendo da sensibilidade ambiental da região proposta para a atividade. CARACTERIZAÇÃO DA ATIVIDADE O objetivo da pesquisa sísmica marítima é identificar camadas no subsolo marinho que possam ter acúmulos de petróleo e/ou gás em condições e quantidades que permitam seu aproveitamento econômico. É a primeira etapa da exploração e produção de petróleo e/ou gás, indicando os pontos mais prováveis de se encontrar um reservatório. A Sísmica baseia-se em um método acústico, ou seja, utilizam-se ondas sonoras. Estas ondas acústicas são geradas por uma fonte (sonora) que libera ar comprimido à alta pressão, diretamente na água. Essas ondas sonoras atingem o fundo do mar, onde “mapearão” as camadas rochosas do fundo do oceano e serão refletidas de volta. Ao retornarem, estas ondas serão registradas por uma grande quantidade de sensores (hidrofones). A energia captada pelos hidrofones é convertida em sinais digitais que serão interpretados, posteriormente, por especialistas. Foto: Um navio sísmico puxa os cabos com os hidrofones e os canhões, onde notam-se as boias em pequenos pontos brancos enfileirados no mar azul. 2D, 3D e 4D são exemplos dos diversos tipos de pesquisa sísmica. A pesquisa sísmica 2D busca informações a grandes profundidades para possibilitar o mapeamento de áreas extensas, enquanto que a pesquisa sísmica 3D, possibilita uma análise mais detalhada das possíveis acumulações de hidrocarbonetos (petróleo, gás). Já a pesquisa sísmica 4D visa compreender o reservatório, utilizando de pesquisas sísmicas 3D repetidas ao longo do tempo. Esse levantamento e o processamento de dados permitem a observação de mudanças no movimento dos fluidos do reservatório em decorrência da produção. São realizadas imagens, utilizando dados de diferentes aquisições sísmicas, para estudar o comportamento do reservatório, identificando áreas com hidrocarbonetos que ainda possam estar no reservatório. Essa abordagem pode fornecer indicações, até mesmo, sobre a movimentação do óleo produzido em uma área. Agora você já sabe o que é 2D, 3D e 4D!
Fonte: Relatórios acima mencionados, Ecology & Environment do Brasil. e-mail: contato@ecologybrasil.com.br Tel: (21) 21088700

Um comentário:

Marlon disse...

Gostei muito, esse debate foi fundamental para mim tive esclarecimento que me ajudou muito como estudante, quero parabenizar os debatedores por ter abordado este tema com muita clareza, para mim foi mais que um debate, foi uma aula com detalhes maravilhosos

Ass: Selma De Paula